Acordamos cedo, tomamos banho, tomamos café e nos preparamos para a chegada do táxi, que foi bastante pontual e nos surpreendeu com o tamanho e o conforto do carro.
Nos despedimos dos meus tios e partimos para o aeroporto mortos de medo de não conseguir embarcar com os vinhos ou de ter que pagar excesso de bagagem. Tínhamos duas malas de 30kg cada e mais algumas bagagens de mão, que deviam somar outros 30.
Nosso planejamento foi tão conservador que chegamos ao aeroporto cedo demais e o balcão da TAM ainda estava fechado.
Tudo acabou correndo bem e apesar de um certo esforço para lidar com nossa pesada bagagem de mão, conseguimos chegar sem problemas ao portão de embarque.
Ligamos para nos despedir da minha irmã e da esposa do meu tio.
Deixei armada uma visita da minha irmã a Villa Alegre para apresentar o meu sobrinho mais novo à minha velha avó. Espero que dê certo.
Nosso último gasto em território chileno foi um café no restaurante Ruby Tuesday.
Saímos meio apressados do restaurante e demos muita sorte ao sermos uns dos primeiros a entrar no avião.
Isso nos permitiu total liberdade para acomodar as toneladas de bagagem e começar a curtir o vôo.
Tudo ia bem no vôo (inclusive a comida), mas rolou uma turbulência meio forte e ficamos ambos bem nervosos.
Felizmente tudo passou, vimos "Missão Impossível III" e pousamos tranquilamente em São Paulo.
Demos mais um golpe de sorte quando a esmagadora maioria dos passageiros rumou para a fila das conexões: eles iam para o Rio e nós para casa.
Pousamos às 17:45hs e antes das 18:00hs já havíamos passado pela Polícia Federal e iniciado nosso passeio pelo Free Shop.
Gastamos bastante tempo buscando coisinhas para comprar e acabamos ficando com um relógio com monitor cardíaco, pilhas recarregáveis e um perfume para o meu sogro.
Saímos para o saguão e pegamos um táxi para casa.
Chegava ao fim mais uma pseudo-aventura de férias.
Gastos:
Transfer - $ 10.800,00
Café - $ 2.000,00
Táxi - R$ 70,00
Gastos gerais:
Pesos chilenos - 541.636,00 (algo em torno de US$ 984,79)
Reais brasileiros - 299,00
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segunda-feira, outubro 02, 2006
domingo, outubro 01, 2006
Um pouco para o norte
Acordamos tarde (mais uma vez) e só conseguimos sair de casa por volta do meio-dia.
Meu tio nos emprestou o carro que estava com meu primo (um Kia Sportage) e nos orientou sobre o caminho e as atrações de Viña e Valparaíso.
Meu primo nos guiou até a Av. Kennedy e de lá pegamos a Costanera Norte, a via rápida que nos levaria até a Ruta 68, caminho para Viña.
Também por orientação do meu tio, paramos em um posto Pronto Copec da Costanera onde abastecemos o carro e compramos bebidas.
A Costanera Norte, assim como outras vias rápidas da cidade, é uma via concessionada, o que invariavelmente obriga o pagamento de pedágio pela sua utilização. Mal comparando com as vias de Sampa, seria mais ou menos como cobrar pedágio (e melhorar sensivelmente as condições de rodagem) a 23 de Maio e as Marginais.
O grande problema deste sistema é que ele só prevê a cobranla automática através de pequenos equipamentos instalados nos carros. Para quem não é de Santiago, o uso destas vias obriga a compra de um passe diário, sob risco de pesada multa.
Um lembrete para quando viermos de carro.
Seguimos pela Ruta 68 em um caminho repleto de vinhedos. Era o Valle del Casablanca.
Entramos em Viña pela entrada de Las Palmas. A ideia era visitar a cidade e seguir pela orla até Valparaíso.
Rodamos um pouco, atravessamos um canal e chegamos à orla.
Estacionamento em frente ao Hotel del Mar, que também é cassino, e caminhamos pelo calçadão.
Chegamos a um pier grande e antigo e voltamos para o carro para seguir viagem.
Não tive como deixar de pensar que praia boa a gente tem em casa.
Antes de sair da cidade, uma paradinha para a tradicional foto do relógio de flores.
Entramos em Valparaíso pela orla e começamos a nos perder como loucos.
Seguimos em direção ao porto atpe que paramos para pedir informações em um posto de gasolina, o que não adiantou de muita coisa já que seguimos nos perdendo pelas ruas do Centro até que subimos um dos incontáveis morros e caímos na Calle Alemania, que funciona mais ou menos como um hub, conectando todos os morros da cidade.
Seguimos algumas pistas até La Sebastiana, uma das casas do poeta Pablo Neruda.
Achando que seria mais seguro usar um estacionamento fechado, resolvermos voltar para o Centro. Foi o grande erro do dia já que acabamos perdendo a hora e não conseguimos voltar para conhecer o museu.
Deixamos o carro no estacionamento Bellavista e caminhamos até um posto de informações turísticas onde pegamos um mapa e descobrimos que não havia nenhum elevador próximo a La Sebastiana e que teríamos que andar muito para chegar aos pontos turísticos mais interessantes.
Com essa perspectiva, resolvemos andar pelo Centro, procuramos alguns elevadores e acabamos almoçando no Lomitón da praça de alimentação da Ripley ao lado da Catedral.
Aqui vale uma observação: Valparaíso possui uma geografia semelhante à de San Francisco, cheia de morros e vales e uma das formas mais eficientes de vencer as ladeiras é usando elevadores públicos de alta capacidade, muitos deles panorâmicos, o que se transformou em uma atração à parte na cidade.
Voltando ao bistec a lo pobre com sorvete de sobremesa, uma refeição nada glamurosa, mas eficiente para matar a fome, caminhamos até o elevador Espíritu Santo para conhecer a cidade do alto.
Subimos, caminhamos um pouco, tiramos algumas fotos e resolvemos usar novamente o elevador para descer. Isso foi outro equívoco já que os elevadores são pagos e a descida pelas escadas tortuosas poderia ser mais saudável e barata.
Como já eram 17:40hs, resolvemos pegar o carro e voltar para Santiago.
A Sebastiana fechava às 18:00hs e não conseguiríamos aproveitar. Ver a casa de Neruda e explorar melhor o resto da cidade ficou para uma próxima vez.
Como referência, fica a ideia de que a cidade precisa de pelo menos dois dias para ser melhor apreciada.
Pegamos o carro no estacionamento e partimos para Santiago, não sem antes errarmos o caminho novamente.
Na volta, perdemos a saída da Ruta 68 para a Costanera Norte e tivemos que dar uma volta de vários quilômetros. Isso por que, no sentido Viña, não existe acesso direto da Ruta 68 para a Costanera.
Paramos no mesmo Pronto Copec da ida para ir o banheiro e ligar para meu amigo peruano. Infelizmente descobri que não estava com o telefone dele e tivemos que seguir.
Seguimos as indicações do meu tio e passamos pela Costanera, pela Kennedy e por Manquehue até chegarmos à casa dele.
Logo depois de chegar, ligamos para meu amigo e já saímos para pegar as taças e os vinhos na casa dele.
Seguimos por Bilbao e entramos na Ricardo Lyon, rua onde morava meu amigo.
Conversamos com o porteiro e deixamos o carro no estacionamento. Subimos, conversamos com meu amigo, nos despedimos, agradecemos e fomos embora.
Saímos da Nueva de Lyon, entramos à direita e depois novamente à direita em Los Leones. Depois de algumas quadras, entramos à direita e depois à esquerda na Avenida Suécia. Viramos à esquerda em Pocuro, que depois se transforma em Isabel la Catolica e chegamos à casa do meu tio.
Antes de dormir, ligamos para a Tur Bus e agendamos o transfer para o aeroporto.
Gastos:
Gasolina - $ 20.000,00
Bebidas - $ 5.220,00
Telefone - $ 200,00
Almoço - $ 3.580,00
Sorvete - $ 1.230,00
Elevador - $ 800,00
Estacionamento - $ 2.000,00
Meu tio nos emprestou o carro que estava com meu primo (um Kia Sportage) e nos orientou sobre o caminho e as atrações de Viña e Valparaíso.
Meu primo nos guiou até a Av. Kennedy e de lá pegamos a Costanera Norte, a via rápida que nos levaria até a Ruta 68, caminho para Viña.
Também por orientação do meu tio, paramos em um posto Pronto Copec da Costanera onde abastecemos o carro e compramos bebidas.
A Costanera Norte, assim como outras vias rápidas da cidade, é uma via concessionada, o que invariavelmente obriga o pagamento de pedágio pela sua utilização. Mal comparando com as vias de Sampa, seria mais ou menos como cobrar pedágio (e melhorar sensivelmente as condições de rodagem) a 23 de Maio e as Marginais.
O grande problema deste sistema é que ele só prevê a cobranla automática através de pequenos equipamentos instalados nos carros. Para quem não é de Santiago, o uso destas vias obriga a compra de um passe diário, sob risco de pesada multa.
Um lembrete para quando viermos de carro.
Seguimos pela Ruta 68 em um caminho repleto de vinhedos. Era o Valle del Casablanca.
Entramos em Viña pela entrada de Las Palmas. A ideia era visitar a cidade e seguir pela orla até Valparaíso.
Rodamos um pouco, atravessamos um canal e chegamos à orla.
Estacionamento em frente ao Hotel del Mar, que também é cassino, e caminhamos pelo calçadão.
Chegamos a um pier grande e antigo e voltamos para o carro para seguir viagem.
Não tive como deixar de pensar que praia boa a gente tem em casa.
Antes de sair da cidade, uma paradinha para a tradicional foto do relógio de flores.
Entramos em Valparaíso pela orla e começamos a nos perder como loucos.
Seguimos em direção ao porto atpe que paramos para pedir informações em um posto de gasolina, o que não adiantou de muita coisa já que seguimos nos perdendo pelas ruas do Centro até que subimos um dos incontáveis morros e caímos na Calle Alemania, que funciona mais ou menos como um hub, conectando todos os morros da cidade.
Seguimos algumas pistas até La Sebastiana, uma das casas do poeta Pablo Neruda.
Achando que seria mais seguro usar um estacionamento fechado, resolvermos voltar para o Centro. Foi o grande erro do dia já que acabamos perdendo a hora e não conseguimos voltar para conhecer o museu.
Deixamos o carro no estacionamento Bellavista e caminhamos até um posto de informações turísticas onde pegamos um mapa e descobrimos que não havia nenhum elevador próximo a La Sebastiana e que teríamos que andar muito para chegar aos pontos turísticos mais interessantes.
Com essa perspectiva, resolvemos andar pelo Centro, procuramos alguns elevadores e acabamos almoçando no Lomitón da praça de alimentação da Ripley ao lado da Catedral.
Aqui vale uma observação: Valparaíso possui uma geografia semelhante à de San Francisco, cheia de morros e vales e uma das formas mais eficientes de vencer as ladeiras é usando elevadores públicos de alta capacidade, muitos deles panorâmicos, o que se transformou em uma atração à parte na cidade.
Voltando ao bistec a lo pobre com sorvete de sobremesa, uma refeição nada glamurosa, mas eficiente para matar a fome, caminhamos até o elevador Espíritu Santo para conhecer a cidade do alto.
Subimos, caminhamos um pouco, tiramos algumas fotos e resolvemos usar novamente o elevador para descer. Isso foi outro equívoco já que os elevadores são pagos e a descida pelas escadas tortuosas poderia ser mais saudável e barata.
Como já eram 17:40hs, resolvemos pegar o carro e voltar para Santiago.
A Sebastiana fechava às 18:00hs e não conseguiríamos aproveitar. Ver a casa de Neruda e explorar melhor o resto da cidade ficou para uma próxima vez.
Como referência, fica a ideia de que a cidade precisa de pelo menos dois dias para ser melhor apreciada.
Pegamos o carro no estacionamento e partimos para Santiago, não sem antes errarmos o caminho novamente.
Na volta, perdemos a saída da Ruta 68 para a Costanera Norte e tivemos que dar uma volta de vários quilômetros. Isso por que, no sentido Viña, não existe acesso direto da Ruta 68 para a Costanera.
Paramos no mesmo Pronto Copec da ida para ir o banheiro e ligar para meu amigo peruano. Infelizmente descobri que não estava com o telefone dele e tivemos que seguir.
Seguimos as indicações do meu tio e passamos pela Costanera, pela Kennedy e por Manquehue até chegarmos à casa dele.
Logo depois de chegar, ligamos para meu amigo e já saímos para pegar as taças e os vinhos na casa dele.
Seguimos por Bilbao e entramos na Ricardo Lyon, rua onde morava meu amigo.
Conversamos com o porteiro e deixamos o carro no estacionamento. Subimos, conversamos com meu amigo, nos despedimos, agradecemos e fomos embora.
Saímos da Nueva de Lyon, entramos à direita e depois novamente à direita em Los Leones. Depois de algumas quadras, entramos à direita e depois à esquerda na Avenida Suécia. Viramos à esquerda em Pocuro, que depois se transforma em Isabel la Catolica e chegamos à casa do meu tio.
Antes de dormir, ligamos para a Tur Bus e agendamos o transfer para o aeroporto.
Gastos:
Gasolina - $ 20.000,00
Bebidas - $ 5.220,00
Telefone - $ 200,00
Almoço - $ 3.580,00
Sorvete - $ 1.230,00
Elevador - $ 800,00
Estacionamento - $ 2.000,00
sábado, setembro 30, 2006
Santiago de novo
Perdemos um pouco a hora e acordamos apressados para pegar o ônibus para Santiago.
Na noite anterior havíamos conversado com meu tio que mora na capital e ficamos de passar algumas noites na casa dele antes de voltar para o Brasil.
Isso obrigou uma certa negociação com a Minha Mineira, mas no final das contas decidimos ficar lá mesmo. Com isso, liguei para meu amigo peruano e avisei que passaríamos lá para nos despedir e para pegar os vinhos que havia deixado lá no apê dele.
Tomamos um café da manhã bem light e corremos para pegar o ônibus que passava bem perto da casa da minha avó.
Antes de Santiago, uma avaliação sobre a estadia na casa da minha irmã em Conce: a Minha Mineira perdeu um brinco, eu deixei meus anéis preferidos e não conseguimos localizar meus óculos escuros.
Voltando à viagem a Santiago, como havíamos tomado o cuidado de avisar meu tio sobre os nossos planos de viagem, a chance de Viña e Valparaíso é bem razoável.
Isso provavelmente vai rolar no domingo. Hoje, a programação inclui a compra de vinhos e uma visita ao mítico Estádio Nacional.
Como um azar nunca vem sozinho, tivemos mais uma baixa na viagem: a câmera digital pifou e teremos que nos virar com a tradicional, mas antes teremos que providenciar pelo menos mais um rolo de filme. Shit happens.
Chegamos a Santiago por volta de 11:00hs e iniciamos a aventura do metrô.
Foi bem complicado lidar com as toneladas de bagagem que tínhamos, mas contamos com a ajuda de alguns guardas e com alguns providenciais elevadores para sair da estação Universidad de Santiago, fazer baldeação em Tobalaba e descer na estação Francisco Bilbao, onde meu tio estava nos esperando.
Descemos todas as malas com a dificuldade habitual e ainda tivemos que lidar com o medo da Minha Mineira do novo cachorro da casa, uma huski siberiana chamada Luna.
Na sequência, fomos ao supermercado onde compramos uma fortuna de vinhos e geleias: os primeiros para nossa adega e os demais para presente.
No Chile é muito fácil comprar vinhos no supermercado pois o preço é bom e a qualidade e conservação não são muito inferiores aos das lojas especializadas.
Voltamos, almoçamos, descansamos e saímos para dar uma olhada no mítico Estádio Nacional.
Infelizmente já era tarde e a luz não nos ajudou a tirar fotos, mas valeu pela experiência de conhecer de perto (conseguimos dar a volta pela parte interna do estádio) um lugar tão marcante na história do país.
Mais uns momentos de descanso na casa do meu tio e depois um jantar em um bar-restaurante de Bella Vista chamado Malecón Habanero que, como o nome sugere, era um lugar de inspiração cubana onde imperava o semi-profissionalismo. Da comida ao show, tudo tinha jeito de improvisação e acabamos ficando lá mais por educação do que por gosto.
O passeio valeu mais por andar no Le Baron do meu tio.
Fomos dormir cansados e meio bêbados, ou seja, nada prontos para a viagem a Viña e Valparaiso no dia seguinte.
Na noite anterior havíamos conversado com meu tio que mora na capital e ficamos de passar algumas noites na casa dele antes de voltar para o Brasil.
Isso obrigou uma certa negociação com a Minha Mineira, mas no final das contas decidimos ficar lá mesmo. Com isso, liguei para meu amigo peruano e avisei que passaríamos lá para nos despedir e para pegar os vinhos que havia deixado lá no apê dele.
Tomamos um café da manhã bem light e corremos para pegar o ônibus que passava bem perto da casa da minha avó.
Antes de Santiago, uma avaliação sobre a estadia na casa da minha irmã em Conce: a Minha Mineira perdeu um brinco, eu deixei meus anéis preferidos e não conseguimos localizar meus óculos escuros.
Voltando à viagem a Santiago, como havíamos tomado o cuidado de avisar meu tio sobre os nossos planos de viagem, a chance de Viña e Valparaíso é bem razoável.
Isso provavelmente vai rolar no domingo. Hoje, a programação inclui a compra de vinhos e uma visita ao mítico Estádio Nacional.
Como um azar nunca vem sozinho, tivemos mais uma baixa na viagem: a câmera digital pifou e teremos que nos virar com a tradicional, mas antes teremos que providenciar pelo menos mais um rolo de filme. Shit happens.
Chegamos a Santiago por volta de 11:00hs e iniciamos a aventura do metrô.
Foi bem complicado lidar com as toneladas de bagagem que tínhamos, mas contamos com a ajuda de alguns guardas e com alguns providenciais elevadores para sair da estação Universidad de Santiago, fazer baldeação em Tobalaba e descer na estação Francisco Bilbao, onde meu tio estava nos esperando.
Descemos todas as malas com a dificuldade habitual e ainda tivemos que lidar com o medo da Minha Mineira do novo cachorro da casa, uma huski siberiana chamada Luna.
Na sequência, fomos ao supermercado onde compramos uma fortuna de vinhos e geleias: os primeiros para nossa adega e os demais para presente.
No Chile é muito fácil comprar vinhos no supermercado pois o preço é bom e a qualidade e conservação não são muito inferiores aos das lojas especializadas.
Voltamos, almoçamos, descansamos e saímos para dar uma olhada no mítico Estádio Nacional.
Infelizmente já era tarde e a luz não nos ajudou a tirar fotos, mas valeu pela experiência de conhecer de perto (conseguimos dar a volta pela parte interna do estádio) um lugar tão marcante na história do país.
Mais uns momentos de descanso na casa do meu tio e depois um jantar em um bar-restaurante de Bella Vista chamado Malecón Habanero que, como o nome sugere, era um lugar de inspiração cubana onde imperava o semi-profissionalismo. Da comida ao show, tudo tinha jeito de improvisação e acabamos ficando lá mais por educação do que por gosto.
O passeio valeu mais por andar no Le Baron do meu tio.
Fomos dormir cansados e meio bêbados, ou seja, nada prontos para a viagem a Viña e Valparaiso no dia seguinte.
terça-feira, setembro 12, 2006
Primeira tentativa
Acordar às seis da manhã quando se está de férias e quando se visita um lugar no fim do inverno deveria ser proibido por leis internacionais e passível de prisão sem fiança ou apelação.
Como era a Minha Mineira quem havia solicitado esse esforço para ter sua primeira experiência com esportes de inverno, nada mais natural que eu fizesse valer a promessa que fiz lá em cima no altar e me livrasse das garras daquela cama que teimava em não me deixar sair em direção ao banheiro.
Pegamos nossa já velha conhecida Linha Vermelha do Metrô e fomos novamente até a Ski Total na estação Escuela Militar.
Desta vez já estávamos encaminhados e tivemos apenas que retirar nosso equipamento e entrar na van que nos levaria até El Colorado.
A viagem demorou cerca de 90 minutos em uma estrada não muito estreita e bem sinalizada. No início, o tempo não nos ajudou muito e havia muita neblina, mas depois de uma certa altitude, as nuvens ficaram para trás e o sol se abriu forte e bonito.
Aliás, essa é uma característica dessa estação: por estar a cerca de 3000 metros de altitude, sensivelmente mais alta do que a média da estações, poucas nuvens encobrem o lugar e é preciso um cuidado ainda maior com a proteção contra o sol.

Chegamos lá, nos situamos e fomos trocar de roupa no vestiário.
Nos sentimos bastante estranhos com aquelas botas duras e aquelas roupas grossas, mas demos um jeito e finalizamos a transformação.
Como não tínhamos muita idéia de como era o contato com a neve, acabamos reforçando nos agasalhos e só ao longo do dia fomos entender o quão errada seria essa decisão: as roupas de neve são muito quentes e mesmo que vc esteja sem nada por baixo, o suor será exagerado e qualquer roupa que estiver ali ficará encharcada.
Demoramos um pouco para chegar até o local da aula, a escola Los Zorros, e aguardamos alguns minutos até a chegada do professor. Justo quando ele chegou, me dei conta que precisava de pilhas para a máquina fotográfica e que havia perdido a chave dos armários que havíamos alugado para guardar nossas coisas.
Lá fui eu enfrentar a ladeira de neve que nos separava dos armários e, depois de muita busca e raiva, voltei para a aula com quase uma hora de atraso.
Tudo bem que parte desse atraso foi por conta do próprio professor, mas de qualquer maneira, ele não demonstrou muita satisfação por estar ali e nos deu uma aula bastante instrutiva e importante, mas bem pouco calorosa e gentil.

Depois de uma hora de pouca paciência, ele nos liberou para a pista de iniciantes (nosso pacote incluía o acesso a Colorado Chico, além do transporte e da aula) e nos desejou sorte. Deve ter desejado que quebrássemos a perna também, mas isso é uma liberalidade minha. De qualquer maneira, o que ele nos ensinou foi bastante útil, principalmente quando ficamos a ponto de quebrar uma ou ambas as pernas.
Antes de encarar a pista com nossos recém-adquiridos conhecimentos de esqui, paramos para comer uma pizza bastante razoável na lanchonete vizinha à escola de esqui, descansamos e só então partimos para o suicídio montanha abaixo.
Ao chegar ao início da pista, tivemos uma desagradável surpresa: por mais que o professor tivesse nos mostrado os rudimentos dos processos de tirar e colocar os esquis, de andar para frente e para o lado e de controlar a velocidade e a direção do trajeto, ele não mencionou nada sobre o mecanismo que nos levaria montanha acima, uma espécie de âncora amarrada a um cabo que ficava correndo sem parar como um teleférico e precisava ser agarrada com força para se chegar aos pontos onde começava a descida.

Logo na primeira tentativa de subir, tentei me sentar na âncora e caí. Fui arrastado por alguns metros e fiquei bem na trilha das pessoas que subiam.
Aos gritos o responsável pelo arrasto me indicou a melhor forma de me equilibrar e voltei ao início.
Obtendo finalmente um pouco da solidariedade tão necessitada pelos iniciantes, fui orientado a não me sentar no dispositivo, mas sim a encaixá-lo nas minhas pernas e me manter equilibrado.
Para minha surpresa, a orientação funcionou e lá estava eu subindo a montanha de neve, meio claudicante, é verdade, mas ainda assim subindo.
Logo depois eu tive mais uma experiência traumático no primeido contato com a neve: também não havia recebido orientações sobre como me desvencilhar da âncora e não esperei até estar no plano ou na descida para me soltar. Resultado: larguei a corda e comecei a descer, desesperado para parar e não ser atropelado por quem vinha atrás.
Depois de cair, tirar os esquis e me arrastar até o início da descida, consegui me juntar à Minha Mineira e nos preparamos para a parte fácil: utilizar nossas habilidades e descer a montanha.

Mal sabíamos nós que o pior estava para começar.
Enquanto ela se esforçava para ficar em pé, eu me joguei uma vez e desci o morro freiando como doido e cheguei lá embaixo.
Ela tentou, caiu, tentou, caiu e eu subi de novo para encontrá-la.
Novamente tive problemas ao sair do arraste, mas consegui chegar até onde ela estava e me concentrei em ajudá-la a descer.
Apesar dos meus esforços, o máximo que consegui foi torcer o joelho dela enquanto a ajudava a levantar e depois de mais uma dezena de tombos descontrolados, ela decidiu desistir e desceu a pista a pé.
Eu ainda desci mais duas vezes, sendo uma delas da parte mais alta da pista.
Como só tem medo quem sabe o que está fazendo, eu desci com a cara e a coragem e quase me matei umas três vezes. Caí de cara, de lado, de costas e depois de uns cinco minutos consegui chegar ao fim do trajeto que deveria durar, no máximo, um.
Com o corpo todo doendo fui encontrar a Minha Mineira que já estava passando meio mal de tanto sol e tombo.
Nessa hora entendemos que nosso maior problema não era não saber esquiar, mas sim não ter usado a dose correta de protetor solar. Além do cansaço, estávamos começando a lidar com o calor do rosto queimado e isso certamente nos traria problemas mais tarde.
Ainda faltavam 90 minutos para a saída da van, mas nenhum de nós tinha energia para mais nada. Ao invés de tentarmos descer novamente a montanha, tiramos a roupa de esqui, nos vestimos, colocamos o equipamento na van e ficamos ali apreciando a paisagem.
A Minha Mineira já dava os primeiros sinais de insolação, mas foi só no caminho de volta que a coisa pegou: ela passou mal e teve ânsias que obrigaram o motorista a parar e aguardar que ela se recuperasse.
Vim o caminho todo preocupado com ela, que trocou de lugar com uma brasileira que estava voltando do Atacama e havia praticado snow board na estação.
Voltamos à Ski Total, devolvemos o equipamento, nos despedimos dos brazucas que encontramos, inclusive de um curitibano que havia conhecido a namorada na Nova Zelândia e que havia se mudado para o Chile para ficar mais perto dela.
Como a Minha Mineira estava muito fraca, resolvemos pegar um táxi e voltamos para a casa do meu amigo em Providencia.
Ambos chegamos acabados no apartamento, mas ela estava pior e o princípio de insolação estava pegando, por isso a fiz tomar banho e se deitar, enquanto eu lhe servia soro caseiro (pela segunda vez desde que estamos juntos) e providenciava a hidratação do seu rosto com creme. Fiz isso por algumas horas até que ela adormeceu e eu fui ver "Nip tuck" na sala.
Depois de algum tempo, eu também fui dormir já que na manhã seguinte seguiríamos para o Sul.
Gastos do dia:
Metrô - $ 1840,00
Transporte - $ 16000,00
Armários - $ 6000,00
Almoço - $ 8500,00
Lanche - $ 3800,00
Bebidas - $ 1900,00
Táxi - $ 4500,00
Como era a Minha Mineira quem havia solicitado esse esforço para ter sua primeira experiência com esportes de inverno, nada mais natural que eu fizesse valer a promessa que fiz lá em cima no altar e me livrasse das garras daquela cama que teimava em não me deixar sair em direção ao banheiro.
Pegamos nossa já velha conhecida Linha Vermelha do Metrô e fomos novamente até a Ski Total na estação Escuela Militar.
Desta vez já estávamos encaminhados e tivemos apenas que retirar nosso equipamento e entrar na van que nos levaria até El Colorado.
A viagem demorou cerca de 90 minutos em uma estrada não muito estreita e bem sinalizada. No início, o tempo não nos ajudou muito e havia muita neblina, mas depois de uma certa altitude, as nuvens ficaram para trás e o sol se abriu forte e bonito.
Aliás, essa é uma característica dessa estação: por estar a cerca de 3000 metros de altitude, sensivelmente mais alta do que a média da estações, poucas nuvens encobrem o lugar e é preciso um cuidado ainda maior com a proteção contra o sol.

Chegamos lá, nos situamos e fomos trocar de roupa no vestiário.
Nos sentimos bastante estranhos com aquelas botas duras e aquelas roupas grossas, mas demos um jeito e finalizamos a transformação.
Como não tínhamos muita idéia de como era o contato com a neve, acabamos reforçando nos agasalhos e só ao longo do dia fomos entender o quão errada seria essa decisão: as roupas de neve são muito quentes e mesmo que vc esteja sem nada por baixo, o suor será exagerado e qualquer roupa que estiver ali ficará encharcada.
Demoramos um pouco para chegar até o local da aula, a escola Los Zorros, e aguardamos alguns minutos até a chegada do professor. Justo quando ele chegou, me dei conta que precisava de pilhas para a máquina fotográfica e que havia perdido a chave dos armários que havíamos alugado para guardar nossas coisas.
Lá fui eu enfrentar a ladeira de neve que nos separava dos armários e, depois de muita busca e raiva, voltei para a aula com quase uma hora de atraso.
Tudo bem que parte desse atraso foi por conta do próprio professor, mas de qualquer maneira, ele não demonstrou muita satisfação por estar ali e nos deu uma aula bastante instrutiva e importante, mas bem pouco calorosa e gentil.

Depois de uma hora de pouca paciência, ele nos liberou para a pista de iniciantes (nosso pacote incluía o acesso a Colorado Chico, além do transporte e da aula) e nos desejou sorte. Deve ter desejado que quebrássemos a perna também, mas isso é uma liberalidade minha. De qualquer maneira, o que ele nos ensinou foi bastante útil, principalmente quando ficamos a ponto de quebrar uma ou ambas as pernas.
Antes de encarar a pista com nossos recém-adquiridos conhecimentos de esqui, paramos para comer uma pizza bastante razoável na lanchonete vizinha à escola de esqui, descansamos e só então partimos para o suicídio montanha abaixo.
Ao chegar ao início da pista, tivemos uma desagradável surpresa: por mais que o professor tivesse nos mostrado os rudimentos dos processos de tirar e colocar os esquis, de andar para frente e para o lado e de controlar a velocidade e a direção do trajeto, ele não mencionou nada sobre o mecanismo que nos levaria montanha acima, uma espécie de âncora amarrada a um cabo que ficava correndo sem parar como um teleférico e precisava ser agarrada com força para se chegar aos pontos onde começava a descida.

Logo na primeira tentativa de subir, tentei me sentar na âncora e caí. Fui arrastado por alguns metros e fiquei bem na trilha das pessoas que subiam.
Aos gritos o responsável pelo arrasto me indicou a melhor forma de me equilibrar e voltei ao início.
Obtendo finalmente um pouco da solidariedade tão necessitada pelos iniciantes, fui orientado a não me sentar no dispositivo, mas sim a encaixá-lo nas minhas pernas e me manter equilibrado.
Para minha surpresa, a orientação funcionou e lá estava eu subindo a montanha de neve, meio claudicante, é verdade, mas ainda assim subindo.
Logo depois eu tive mais uma experiência traumático no primeido contato com a neve: também não havia recebido orientações sobre como me desvencilhar da âncora e não esperei até estar no plano ou na descida para me soltar. Resultado: larguei a corda e comecei a descer, desesperado para parar e não ser atropelado por quem vinha atrás.
Depois de cair, tirar os esquis e me arrastar até o início da descida, consegui me juntar à Minha Mineira e nos preparamos para a parte fácil: utilizar nossas habilidades e descer a montanha.

Mal sabíamos nós que o pior estava para começar.
Enquanto ela se esforçava para ficar em pé, eu me joguei uma vez e desci o morro freiando como doido e cheguei lá embaixo.
Ela tentou, caiu, tentou, caiu e eu subi de novo para encontrá-la.
Novamente tive problemas ao sair do arraste, mas consegui chegar até onde ela estava e me concentrei em ajudá-la a descer.
Apesar dos meus esforços, o máximo que consegui foi torcer o joelho dela enquanto a ajudava a levantar e depois de mais uma dezena de tombos descontrolados, ela decidiu desistir e desceu a pista a pé.
Eu ainda desci mais duas vezes, sendo uma delas da parte mais alta da pista.
Como só tem medo quem sabe o que está fazendo, eu desci com a cara e a coragem e quase me matei umas três vezes. Caí de cara, de lado, de costas e depois de uns cinco minutos consegui chegar ao fim do trajeto que deveria durar, no máximo, um.
Com o corpo todo doendo fui encontrar a Minha Mineira que já estava passando meio mal de tanto sol e tombo.
Nessa hora entendemos que nosso maior problema não era não saber esquiar, mas sim não ter usado a dose correta de protetor solar. Além do cansaço, estávamos começando a lidar com o calor do rosto queimado e isso certamente nos traria problemas mais tarde.
Ainda faltavam 90 minutos para a saída da van, mas nenhum de nós tinha energia para mais nada. Ao invés de tentarmos descer novamente a montanha, tiramos a roupa de esqui, nos vestimos, colocamos o equipamento na van e ficamos ali apreciando a paisagem.
A Minha Mineira já dava os primeiros sinais de insolação, mas foi só no caminho de volta que a coisa pegou: ela passou mal e teve ânsias que obrigaram o motorista a parar e aguardar que ela se recuperasse.
Vim o caminho todo preocupado com ela, que trocou de lugar com uma brasileira que estava voltando do Atacama e havia praticado snow board na estação.
Voltamos à Ski Total, devolvemos o equipamento, nos despedimos dos brazucas que encontramos, inclusive de um curitibano que havia conhecido a namorada na Nova Zelândia e que havia se mudado para o Chile para ficar mais perto dela.
Como a Minha Mineira estava muito fraca, resolvemos pegar um táxi e voltamos para a casa do meu amigo em Providencia.
Ambos chegamos acabados no apartamento, mas ela estava pior e o princípio de insolação estava pegando, por isso a fiz tomar banho e se deitar, enquanto eu lhe servia soro caseiro (pela segunda vez desde que estamos juntos) e providenciava a hidratação do seu rosto com creme. Fiz isso por algumas horas até que ela adormeceu e eu fui ver "Nip tuck" na sala.
Depois de algum tempo, eu também fui dormir já que na manhã seguinte seguiríamos para o Sul.
Gastos do dia:
Metrô - $ 1840,00
Transporte - $ 16000,00
Armários - $ 6000,00
Almoço - $ 8500,00
Lanche - $ 3800,00
Bebidas - $ 1900,00
Táxi - $ 4500,00
segunda-feira, setembro 11, 2006
Infeliz aniversário
Mais um aniversário do golpe. O primeiro que passei no Chile desde que vim para o Patropi.
Apesar de ter voltado várias vezes para a terra natal, era sempre Verão o que nunca me permitiu contato com o ranço e com a mágoa que este dia segue trazendo para o povo chileno.
Neste dia, 33 anos antes, Pinocho e seu dinheiro yankee derrubavam Allende, um presidente socialista que, se não estava fazendo um governo perfeito, ao menos contava com o apoio do povo.
Sei que isso pode render uma conversa de horas sobre se foi bom ou ruim para o país ter uma ditadura militar, por isso vou voltar para as questões turísticas.
Se para mim aquela data não representava muito, para os que ficaram no Chile ela dizia tudo e era a ocasião perfeita para extravasar toda a sua raiva e frustração.
Alguns aproveitam para mostrar a sua safadeza também, mas graças a Deus esses são minoria.
Por conta do medo de ficar presos em alguma confusão, resolvemos ficar longe do Centro e mais longe ainda de Valparaíso, sede do Congresso, onde tradicionalmente acontecem enfrentamentos entre manifestantes e carabineros.
Nosso programa naquele dia seria bastante simples: visita à vinícola Cousiño Macul e compra das passagens para Concepción (para visitar a minha irmã) ou Villa Alegre (para matar a saudade do colo da minha avó).
Ligamos para a vinícola paa garantir o lugar e caminhamos até a estação Los Leones para ir até lá.
Tínhamos a opção de visitar também a Concha y Toro, mas como tenho um carinh especial pelo Antiguas Reservas, preferimos a Cousiño mesmo.
Fizemos baldeação para a linha 5 (azul) na estação Tobalaba e seguimos por nove estações até Quilin. Saindo da estação, pegamos um táxi em frente a um supermercado e rapidamente chegamos à vinícola.
Poderíamos ter feito o trajeto a pé, mas não tínhamos idéia da distância e preferimos não arriscar.

A Cousiño Macul
Ao chegar, percebemos que não éramos os únicos visitantes do Brasil.
Aliás, os não brasileiros eram minoria, apenas uma família de aparência européia e eu, que apesar de parecer brazuca, ainda sou chileno de nascença.

Enoteca
O passeio foi muito interessante e vimos a Enoteca, os tanques de madeira (históricos) e de aço (mais atuais), os barris de envelhecimento e também o maquinário original da época em que a vinícola foi fundada.
O ponto alto da visita foi a degustação do vinho Gris, um vinho feito com uvas Cabernet Sauvignon, portanto tinto, mas que utiliza o processo de elaboração do vinho branco, ou seja, a fermentação não utiliza a casca da uva que acaba dando a coloração ao líquido.
O tal Gris era um vinho leve e delicioso, ideal para ser tomado no Verão já que fica bom mais fresco, quase gelado.
Foi necessária apenas uma tacinha (que aliás era um brinde incluído na visita) para que nos convencêssemos de que valia a pena comprá-lo e foi com essa intenção que finalizamos a visita e fomos gastar alguns dinheiros na lojinha da Cousiño.
Tive que resistir à tentação de comprar bonés, chaveiros e camisetas e me concentrei apenas nos vinhos.

Maquinário vintage
Depois das compras, ficamos conversando com um grupo de brasileiros que estavam de viagem marcada para Macchu Picchu por terra e ficamos espantados com a disposição deles. Quer dizer, fiquei sem saber se o que os motivava era a disposição ou a total falta de conhecimento sobre o que eles encontrariam por lá. Vai saber.
Mais um táxi (por conta das garrafas compradas) e uma viagem de metrô e estávamos de volta a Los Leones, justo a tempo de largar as coisas no apartamento e arrumar uma mesinha no interessante restaurante Giratório, que ficava ali do lado.
Como o nome já diz, a principal atração do lugar era a sua movimentação que causou um belo desconforto no início, mas que depois nos divertiu bastante.
O maquinário do restaurante faz com que ele dê uma volta completa em cerca de 90 minutos, o que garante uma refeição "movimentada".
A comida era boa e o vinho também.
De barriga cheia, emendamos uma nova viagem de metrô até a Escuela Militar e finalmente fechamos um passeio para esquiar.
Achamos que nosso nível "amebóide" de esqui não merecia Valle Nevado e por isso fechamos com El Colorado, uma estação próxima, muito mais simples e sensivelmente mais barata.
Nosso pacote incluía o transporte de ida e volta em van, o tíquete para a pista e uma aula básica para garantir que a gente não se matasse logo ao colocar os esquis.
O caro equipamento (esquis, roupas, luvas, botas e bastões) teve que ser alugado à parte.
Com o passeio do dia seguinte garantido, restava comprar as passagens de ônibus para o Sul. Como eu finalmente havia conseguido falar com a minha avó, resolvemos ir para Villa Alegre e por isso pegamos novamente o metrô na Escuela Militar e seguimos a linha vermelha até a estação Universidad de Santiago, onde ficavam as empresas que iam para onde queríamos.
O metrô estava super-lotado e tivemos bastante dificuldade para não sermos esmagados, mas o final tudo deu certo, conseguimos comprar nossas passagens (em dinheiro, por que eles não aceitavam cartão) e voltamos para o apê.
Antes de jantar, demos um pulo na Falabella paa comprar um presente para a minha amada sobrinha e logo depois rumamos de carro (que medo) para o elegante bairro de El Golf, um lugar renovado, cheio de prédios bonitos e com um inconfundível ar de Berrini, tal a sensação de estar rodeado de grandes empresas,
Nosso destino era o aconchegante Akai Sushi, um japonês gostoso de barato, onde encontramos um casal amigo do meu amigo. Ele era peruano e ela colombiana, mas isso não fazia muita diferença na nossa mesa internacional.
O curioso é que, naquela mesa, chilenos eram minoria: só eu.
Voltamos para casa meio correndo por que o dia seguinte seria pesado e começaria muito cedo.
Gastos do dia:
Metrô - $ 3700,00
Vinícola (passeio) - $ 10000,00
Vinhos - $ 35320,00
Táxi - $ 1550,00
Táxi - $ 1500,00
Almoço - $ 26500,00
Chocolate - $ 990,00
Equipamento de esqui - $ 56000,00
Aulas de esqui - $ 31000,00
Passagens de ônibus - $ 9000,00
Presente - $ 2990,00
Armário (no supermercado) - $ 100,00
Supermercado - $ 2770,00
Jantar - $ 8000,00
Apesar de ter voltado várias vezes para a terra natal, era sempre Verão o que nunca me permitiu contato com o ranço e com a mágoa que este dia segue trazendo para o povo chileno.
Neste dia, 33 anos antes, Pinocho e seu dinheiro yankee derrubavam Allende, um presidente socialista que, se não estava fazendo um governo perfeito, ao menos contava com o apoio do povo.
Sei que isso pode render uma conversa de horas sobre se foi bom ou ruim para o país ter uma ditadura militar, por isso vou voltar para as questões turísticas.
Se para mim aquela data não representava muito, para os que ficaram no Chile ela dizia tudo e era a ocasião perfeita para extravasar toda a sua raiva e frustração.
Alguns aproveitam para mostrar a sua safadeza também, mas graças a Deus esses são minoria.
Por conta do medo de ficar presos em alguma confusão, resolvemos ficar longe do Centro e mais longe ainda de Valparaíso, sede do Congresso, onde tradicionalmente acontecem enfrentamentos entre manifestantes e carabineros.
Nosso programa naquele dia seria bastante simples: visita à vinícola Cousiño Macul e compra das passagens para Concepción (para visitar a minha irmã) ou Villa Alegre (para matar a saudade do colo da minha avó).
Ligamos para a vinícola paa garantir o lugar e caminhamos até a estação Los Leones para ir até lá.
Tínhamos a opção de visitar também a Concha y Toro, mas como tenho um carinh especial pelo Antiguas Reservas, preferimos a Cousiño mesmo.
Fizemos baldeação para a linha 5 (azul) na estação Tobalaba e seguimos por nove estações até Quilin. Saindo da estação, pegamos um táxi em frente a um supermercado e rapidamente chegamos à vinícola.
Poderíamos ter feito o trajeto a pé, mas não tínhamos idéia da distância e preferimos não arriscar.

A Cousiño Macul
Ao chegar, percebemos que não éramos os únicos visitantes do Brasil.
Aliás, os não brasileiros eram minoria, apenas uma família de aparência européia e eu, que apesar de parecer brazuca, ainda sou chileno de nascença.

Enoteca
O passeio foi muito interessante e vimos a Enoteca, os tanques de madeira (históricos) e de aço (mais atuais), os barris de envelhecimento e também o maquinário original da época em que a vinícola foi fundada.
O ponto alto da visita foi a degustação do vinho Gris, um vinho feito com uvas Cabernet Sauvignon, portanto tinto, mas que utiliza o processo de elaboração do vinho branco, ou seja, a fermentação não utiliza a casca da uva que acaba dando a coloração ao líquido.
O tal Gris era um vinho leve e delicioso, ideal para ser tomado no Verão já que fica bom mais fresco, quase gelado.
Foi necessária apenas uma tacinha (que aliás era um brinde incluído na visita) para que nos convencêssemos de que valia a pena comprá-lo e foi com essa intenção que finalizamos a visita e fomos gastar alguns dinheiros na lojinha da Cousiño.
Tive que resistir à tentação de comprar bonés, chaveiros e camisetas e me concentrei apenas nos vinhos.

Maquinário vintage
Depois das compras, ficamos conversando com um grupo de brasileiros que estavam de viagem marcada para Macchu Picchu por terra e ficamos espantados com a disposição deles. Quer dizer, fiquei sem saber se o que os motivava era a disposição ou a total falta de conhecimento sobre o que eles encontrariam por lá. Vai saber.
Mais um táxi (por conta das garrafas compradas) e uma viagem de metrô e estávamos de volta a Los Leones, justo a tempo de largar as coisas no apartamento e arrumar uma mesinha no interessante restaurante Giratório, que ficava ali do lado.
Como o nome já diz, a principal atração do lugar era a sua movimentação que causou um belo desconforto no início, mas que depois nos divertiu bastante.
O maquinário do restaurante faz com que ele dê uma volta completa em cerca de 90 minutos, o que garante uma refeição "movimentada".
A comida era boa e o vinho também.
De barriga cheia, emendamos uma nova viagem de metrô até a Escuela Militar e finalmente fechamos um passeio para esquiar.
Achamos que nosso nível "amebóide" de esqui não merecia Valle Nevado e por isso fechamos com El Colorado, uma estação próxima, muito mais simples e sensivelmente mais barata.
Nosso pacote incluía o transporte de ida e volta em van, o tíquete para a pista e uma aula básica para garantir que a gente não se matasse logo ao colocar os esquis.
O caro equipamento (esquis, roupas, luvas, botas e bastões) teve que ser alugado à parte.
Com o passeio do dia seguinte garantido, restava comprar as passagens de ônibus para o Sul. Como eu finalmente havia conseguido falar com a minha avó, resolvemos ir para Villa Alegre e por isso pegamos novamente o metrô na Escuela Militar e seguimos a linha vermelha até a estação Universidad de Santiago, onde ficavam as empresas que iam para onde queríamos.
O metrô estava super-lotado e tivemos bastante dificuldade para não sermos esmagados, mas o final tudo deu certo, conseguimos comprar nossas passagens (em dinheiro, por que eles não aceitavam cartão) e voltamos para o apê.
Antes de jantar, demos um pulo na Falabella paa comprar um presente para a minha amada sobrinha e logo depois rumamos de carro (que medo) para o elegante bairro de El Golf, um lugar renovado, cheio de prédios bonitos e com um inconfundível ar de Berrini, tal a sensação de estar rodeado de grandes empresas,
Nosso destino era o aconchegante Akai Sushi, um japonês gostoso de barato, onde encontramos um casal amigo do meu amigo. Ele era peruano e ela colombiana, mas isso não fazia muita diferença na nossa mesa internacional.
O curioso é que, naquela mesa, chilenos eram minoria: só eu.
Voltamos para casa meio correndo por que o dia seguinte seria pesado e começaria muito cedo.
Gastos do dia:
Metrô - $ 3700,00
Vinícola (passeio) - $ 10000,00
Vinhos - $ 35320,00
Táxi - $ 1550,00
Táxi - $ 1500,00
Almoço - $ 26500,00
Chocolate - $ 990,00
Equipamento de esqui - $ 56000,00
Aulas de esqui - $ 31000,00
Passagens de ônibus - $ 9000,00
Presente - $ 2990,00
Armário (no supermercado) - $ 100,00
Supermercado - $ 2770,00
Jantar - $ 8000,00
domingo, setembro 10, 2006
O centro e os protestos

Santiago
Ter passado a vida inteira no Brasil me deixou bastante distante da vida cotidiana do Chile e de todos os efeitos que o golpe causou no povo e na sociedade.
Um desses efeitos foi a "comemoração" que acontece todos os anos e que bagunça o centro de Santiago de uma forma que turista nenhum gostaria de ver.
Mas como nem meu amigo peruano tinha muita idéia da extensão que a bagunça teria, saímos de casa relativamente cedo para passear pelo Centro, comer alguma coisa e, obviamente, tirar um caminhão de fotos.

O mapa do metrô
Pegamos a linha vermelha do metrô na estação Los Leones e fomos no sentido San Pablo até a estação La Moneda, que obviamente ficava ao lado da sede do governo chileno.
Lá tivemos o primeiro contato com o ressentimento dos que não concordaram com o golpe, ressentimento esse que foi demonstrado na forma de quebradeira e vandalismo.

Um efeito do vandalismo
Por conta dos distúrbios do dia anterior, o Palácio e seus arredores estavam fechados, todos protegidos por cercas de metal e carabineros, a Polícia Militar local.
Foi chato por conta do nosso desejo de conhecer o lugar, mas não podíamos fazer nada.
Mais tarde escutamos discussões sobre a participação de baderneiros e ladrões nas manifestações. Eles diziam que esse povo ruim se misturava à multidão para depredar e roubar, enquanto outros gritavam e achavam que estavam fazendo a diferença.
Uma prova de que gente desonesta e malvada existe em todo lugar deste mundão.

La Moneda
Mesmo com um certo receio do que poderia acontecer durante o dia, decidimos seguir nossa caminhada e pegamos o Paseo Ahumada, um calçadão cheio de cafés e lojinhas que nos levava diretamente à Plaza de Armas, o coração da cidade.
Lá visitamos a maravilhosa Catedral Metropolitana, assistismos a uns shows improvisados de música e dança, visitamos algumas barraquinhas de artesanato e seguimos a caminhada rumo ao Rio Mapocho.

A Catedral Metropolitana
Quase na beira do rio fica o famoso Mercado Central de Santiago, uma bela construção ao estilo inglês onde todo turista acaba parando quando procura por comida típica e estrutura poliglota.
Quer dizer, o poliglota aí é meio que exagerado, mas até que os garçons se esforçam e se fazem entender para agradar aos turistas de todas as partes do mundo.
A única coisa que me desagradou no Mercado foi o assédio exagerado do povo do Donde Augusto, um restaurante que já domina quase que metade do lugar. Eles adoram adivinhar de onde o turista vem entre outras técnicas de atração de consumidores.
Meio que por birra, não aceitamos o assédio de nenhum deles e atravessamos todo o Mercado até sairmos por uma porta que dava exatamente para o Rio Mapocho.

O Mercado Central
Lá encontramos um restaurante chamado El Galeón, cujo assédio moderado e instalações curiosas nos chamaram a atenção: ele ficava meio dentro, meio fora do Mercado e nos pareceu simpático.
Como ainda não estávamos com fome, decidimos caminhar até o Centro Cultural Estación Mapocho, uma antiga estação de trens transformada em local para exposições e eventos, onde encontramos uma bela exposição de fotos de uma entidade chamada Oxfam.

O Centro Cultural Estación Mapocho
A idéia da exposição era chamar a atenção para práticas injustas ou prejudiciais de comércio, seja para quem produz, seja para quem consome o produto, e a forma que a Oxfam encontrou para isso foi colocar uma série de famosos em contato com o tal produto e um texto falando sobre quem era prejudicado com a exploração ou comércio irresponsável dele.
Foi um tal de Bono com açúcar, Chris Martin com arroz, Thom Yorke com chocolate e Alanis Morrissette com trigo que não tinha como não chamar a atenção.
A idéia do comércio justo pegou e as imagens ajudaram muito.

Bono no Mapocho

O folder da exposição
A fome já estava apertando quando fomos visitar outra exposição de fotos, ainda dentro do Mapocho. O lugar só tinha a sua entrada aberta à exposições e o pátio interior parecia em reformas ou em limpeza.
Caminhamos um pouco mais e acabamos entrando no Galéon onde enfrentamos, entre outras coisas, um belo mariscal especial e uma gelada garrafa de vinho branco.
Como já esperávamos, o garçom sacou que éramos do Brasil a tempo de pedir que a Minha Mineira se contentasse com um peixe grelhado.
Segundo ele, os brasileiros não costumam se dar bem com os coloridos frutos do Pacífico.
Depois que acabei de comer aquele monte de coisas coloridas, achei que ele tinha um pouco de razão, mas felizmente não sofri nenhum contratempo gastro-intestinal.

Mariscal especial
Alertados pelos garçons sobre alguns tumultos que haviam começado no Cemitério General e que ameaçavam caminhar para o Centro, voltamos por Ahumada e entramos na estação Santa Ana da linha verde do metrô.
Nosso destino era a estação Bellas Artes à partir da qual chegamos ao museu de mesmo nome em poucos minutos.
Infelizmente já era tarde e não valia a pena passear pelos corredores do museu, mas deu para perceber que ele é muito bem montado e que merece um passeio um pouco mais demorado.

O Museu de Belas Artes
Nossa idéia era subir o Cerro San Cristóbal de funicular, pegar o teleférico e caminhar até a casa do meu amigo e para isso nada melhor do que uma gostosa caminhada pelo pequeno e belo Parque Forestal.
O lugar estava cheio das tais "árvores secas", tão amadas pela Minha Mineira, e começava em frente ao Bellas Artes para terminar pertinho de Bella Vista, um bairro tão boêmio quanto a Bela Vista daqui.
Caminhamos um bom tanto, atravessamos o Mapocho, seguimos por Bella Vista até a entrada do funicular, uma construção que lembrava um castelo medieval e que dava acesso tanto ao dito cujo quanto ao zoológico.
Decidimos deixar os bichos para depois e compramos os tíquetes de subida pelo funicular e descida pelo teleférico.

A entrada do funicular

A subida
Depois de uma subida meio amedrontadora pela aparente precariedade do tal funicular, chegamos ao topo do morro onde tivemos uma bela vista de parte da cidade.
A poluição não ajudou muito mas conseguimos ver que Santiago tem uma quantidade de prédios infinitamente inferior à nossa Sampa, e que isso pode ser um belo motivo para se morar por aqui.

Santiago vista de cima
Bem do lado do mirante fica uma escadaria não muito grande que leva até o pé de uma imagem da Virgem da Imaculada Conceição, onde não há como não se sentir mais próximo da Comissão Técnica do Céu.
Ficamos una minutos ali, apreciando a paisagem e, por que não, rezando para que o resto da viagem fosse igualmente sereno e gostoso.
A Virgem da Imaculada Conceição
Seguimos nosso plano à risca e pegamos o teleférico para voltar para casa.
Uma vez lá dentro, pensei em todas as centenas de vezes que meus primos me convenceram a não fazer aquele passeio por ser uma coisa de turistas e me arrependi de não tê-los ignorado.
Não que não fosse mesmo coisa de turistas, mas como era essa mesma a nossa posição na capital dos chilenos, tínhamos mais é que aproveitar um passeio bonito e gostoso como aquele.
Depois do desembarque, caminhamos pela Avenida Pedro de Valdivia até o Rio Mapocho e de lá de volta para a casa do meu amigo.
Uma caminhada agradável de uns 15 minutos que nos levou por ruas arborizadas e limpas, bem ao estilo da nossa moradia ideal.
Uma vez banhados e descansados, resolvemos correr atrás de passeios a estações de esqui (a Minha Mineira venceu mais uma) e tomamos novamente a linha vermelha em Los Leones, sentido Escuela Militar.
Descemos na última estação e caminhamos por uma avenida larga e movimentada (Américo Vespúcio?) até chegarmos a um pequeno centro comercial onde ficavam as lojinhas que vendiam os passeios.
Infelizmente elas estavam fechadas e não conseguimos muita informação além de um desalentador boletim meteorológico informal, cortesia de um tiozinho que trabalhava ali, que dizia que os próximos dias seriam muito ruins para o esqui.
Como não havia muito o que fazer, fizemos o caminho de volta e tomamos de novo a linha vermelha, desta vez rumo à Estación Central, onde meu amigo tentaria conseguir passagens de trem ou de ônibus para Pucón.
Ele e uns amigos haviam esquecido de planejar o feriado e agora estavam desesperados correndo atrás de passagens e hospedagem no Sul.
Novamente não obtivemos sucesso e não nos restava outra coisa a não ser voltar para casa e comer.
As idas e vindas já haviam nos deixado famintos e fomos nos refugiar no bom e honesto Los Insaciables, que ficava no quarteirão ao lado do apê do meu amigo.
Apesar do constante cheiro de cigarro, acabamos comendo bastante bem e só não esticamos a noite por que o povo queria voltar logo para casa com medo dos tumultos que já estavam rolando em outros cantos da cidade.
Isso nos fez lembrar que o dia seguinte seria o aniversário do golpe e que por isso teríamos várias razões para não colocar o nariz para fora de casa.
Gastos do dia:
Metrô - $ 1480,00
Banheiro público - $ 100,00
Água mineral - $ 500,00
Almoço - $ 26140,00
Teleférico/funicular - $ 3400,00
Metrô - $ 1580,00
Jantar - $ 15335,00
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