Acordamos tarde, tomamos banho e café e acompanhamos a minha tia até a casa do lago, para pegar alguns itens de cozinha.
A casa estava bem diferente e mais bonita do que eu me lembrava, mas Lanalhue continuava Lanalhue.
Tiramos algumas fotos e logo voltamos para Cañete, onde almoçamos e pegamos carona com o meu tio para Concepción. Ele tinha que fazer um exame oftalmológico na cidade e aproveitamos a ocasião.
No caminho, paramos em Lota, uma cidadezinha decadente, lar de uma das maiores minas de carvão do mundo, hoje desativada. Atualmente a cidade é conhecida por um grande número de alcoólatras, um dos maiores por metro quadrado do mundo.
Fizemos uma viagem tranquila até Conce e meu tio nos deixou em frente à casa da minha irmã e foi para a sua consulta.
Desembarcamos, deixamos as malas e saímos para comprar a passagem para Villa Alegre.
Na volta, demos uma passada na universidade e dedicamos um tempo especial à Laguna de los Patos, que tinha alguns belos exemplares de cisne de pescoço preto.
Voltamos, acertamos algumas coisas para o dia seguinte e fizemos algumas ligações. Em uma delas combinamos um café da manhã com meus primos advogados.
Com esse acerto, decidimos trocar o horário das passagens (das 09:30 para as 13:45) e saímos novamente.
Pouco depois, ligamos para o meu primo e para meu tio e nos despedimos deles.
Dali a pouco, meu tio apareceu trazendo uma garrafa de vinho de presente.
Agradecemos muito e nos sensibilizamos com o gesto, por isso conversamos e decidimos alterar novamente a passagem e ficar mais um dia na minha terra natal.
Gasto:
Passagem - $ 6000,00
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quarta-feira, setembro 27, 2006
terça-feira, setembro 26, 2006
O Pacífico
Após mais um despertar tardio, tomamos banho, café e partimos para Lebu, acompanhando meu tio, que tinha um trabalho para fazer na cidade.
No dia anterior havíamos acertado a volta para Conce de carro, já que meu tio tinha um exame médico agendado para a tarde de quarta.
Chegamos a Lebu depois de uma viagem curta e nos deparamos com uma manifestação de professores interditando uma série de ruas do Centro. Tivemos que fazer um pequeno desvio, mas logo chegamos ao juizado, onde meu tio foi fazer seu trabalho e nós ficamos no carro ouvindo a trilha sonora da pela "El hombre de la Mancha".
No caminho para Lebu, meu tio me contou que, apesar de não serem os únicos índios do Chile, os mapuches são os mais conhecidos já que obrigaram a Espanha a travar uma guerra de conquista de quase 400 anos.
Os principais líderes mapuches foram Lautaro, exímio estrategista, e Caupolicán. Por conta dessa notoriedade, não raro se encontra o nome desses dois em ruas, praças e monumentos por todo o Chile.
Depois do trabalho no juizado, fomos todos para a praia, onde visitamos as cavernas e tiramos algumas fotos.
Compramos uma pedra quadrada para nós e outra para uma amiga e voltamos para casa para guardá-las. Depois fomos ao Fuerte Tucapel, onde fomos atendidos por um simpático senhor que fez papel de guia, e à praça central e voltamos para casa.


A paisagem nos remeteu a lugares como Fernando de Noronha e agradou bastante a Minha Mineira.
Depois de alguns minutos, caminhadas e tentativas de atravessar cavernas escuras de carro, passamos pelo porto artesanal no rio Lebu e voltamos para Cañete.

A volta foi bem mais rápida, provavelmente devido à fome de todos, e chegamos à casa da minha tia pouco depois das duas da tarde.

Uma maça mapuche na entrada da cidade

Postes de ferro simulando árvores
Almoçamos bem e nos deitamos para descansar enquanto víamos "Godzilla".
Desistimos de ver o final do filme e saímos para comprar as pedras de amassar alho e visitar os pontos turísticos da cidade.
Compramos uma pedar para nós e outra para uma amiga e voltamos para casa para guardá-las. Depois fomos ao Fuerte Tucapel e à praça central e voltamos para casa.

A praça central

Mais praça central

Estátua de Lautaro na praça central

A vista do Fuerte Tucapel

Mais Fuerte Tucapel

Detalhe do jardim da casa da minha tia
Em casa, encontramos meu tio que nos levou para uma nova caminhada, deste vez com destino ao clube social da cidade, onde nos mostrou o lugar onde morou por alguns meses, logo depois de chegar.
Voltamos mortos de frio, jantamos, bebemos e fomos tomar banho.

Os mariscos do nosso jantar.
Gastos:
Tortilla - $ 150,00
Pedras de amassar - $ 4000,00
Guia no Forte - $ 500,00
Sorvetes - $ 900,00
No dia anterior havíamos acertado a volta para Conce de carro, já que meu tio tinha um exame médico agendado para a tarde de quarta.
Chegamos a Lebu depois de uma viagem curta e nos deparamos com uma manifestação de professores interditando uma série de ruas do Centro. Tivemos que fazer um pequeno desvio, mas logo chegamos ao juizado, onde meu tio foi fazer seu trabalho e nós ficamos no carro ouvindo a trilha sonora da pela "El hombre de la Mancha".
No caminho para Lebu, meu tio me contou que, apesar de não serem os únicos índios do Chile, os mapuches são os mais conhecidos já que obrigaram a Espanha a travar uma guerra de conquista de quase 400 anos.
Os principais líderes mapuches foram Lautaro, exímio estrategista, e Caupolicán. Por conta dessa notoriedade, não raro se encontra o nome desses dois em ruas, praças e monumentos por todo o Chile.
Depois do trabalho no juizado, fomos todos para a praia, onde visitamos as cavernas e tiramos algumas fotos.
Compramos uma pedra quadrada para nós e outra para uma amiga e voltamos para casa para guardá-las. Depois fomos ao Fuerte Tucapel, onde fomos atendidos por um simpático senhor que fez papel de guia, e à praça central e voltamos para casa.
A paisagem nos remeteu a lugares como Fernando de Noronha e agradou bastante a Minha Mineira.
Depois de alguns minutos, caminhadas e tentativas de atravessar cavernas escuras de carro, passamos pelo porto artesanal no rio Lebu e voltamos para Cañete.
A volta foi bem mais rápida, provavelmente devido à fome de todos, e chegamos à casa da minha tia pouco depois das duas da tarde.
Uma maça mapuche na entrada da cidade
Postes de ferro simulando árvores
Almoçamos bem e nos deitamos para descansar enquanto víamos "Godzilla".
Desistimos de ver o final do filme e saímos para comprar as pedras de amassar alho e visitar os pontos turísticos da cidade.
Compramos uma pedar para nós e outra para uma amiga e voltamos para casa para guardá-las. Depois fomos ao Fuerte Tucapel e à praça central e voltamos para casa.
A praça central
Mais praça central
Estátua de Lautaro na praça central
A vista do Fuerte Tucapel
Mais Fuerte Tucapel
Detalhe do jardim da casa da minha tia
Em casa, encontramos meu tio que nos levou para uma nova caminhada, deste vez com destino ao clube social da cidade, onde nos mostrou o lugar onde morou por alguns meses, logo depois de chegar.
Voltamos mortos de frio, jantamos, bebemos e fomos tomar banho.
Os mariscos do nosso jantar.
Gastos:
Tortilla - $ 150,00
Pedras de amassar - $ 4000,00
Guia no Forte - $ 500,00
Sorvetes - $ 900,00
segunda-feira, setembro 25, 2006
Assuntos de família
Acordamos tarde e decidimos ir a Cañete para visitar meus tios. Minha irmã não curtiu muito a ideia por conta de conflitos anteriores, mas eu estava lá para tentar consertar algumas coisas, mesmo que os eventuais erros não fossem meus.
A pequena preparação da viagem passou por alguns e-mails para o Brasil, um café da manhã tomado praticamente em pé, uma pesquisa dos terminais rodoviários de Conce e tentativas falhas de conversar com a minha irmã.
Como já estava na hora de sair, nos despedimos da minha sobrinha e fomos caminhando até o Centro para trocar dólares e pegar o ônibus.
Depois de 40 minutos de caminhadas, chegamos ao terminal, fizemos um lanche e embarcamos.
O ônibus demorou um pouco para sair de Conce e acabamos pegando chuva no caminho, mas depois de duas horas e vinte de viagem, chegamos a Cañete.
A tia Gabi nos encontrou na rua (as maravilhas das cidades pequenas) e nos levou para dentro da casa. Tomamos um chá, conversamos um pouco e depois fomos dar uma volta (a pé) pela cidade.
Voltamos pouco depois, encontramos meu tio, conversamos mais, tomamos mais chá (em matéria de chá, o Chile é praticamente a Inglaterra) e fomos ver a novela Complices na TVN.
Depois da novela, fomos jantar, com direito a muito vinho e ponche e fomos dormir como dois anjinhos bêbados.
A pequena preparação da viagem passou por alguns e-mails para o Brasil, um café da manhã tomado praticamente em pé, uma pesquisa dos terminais rodoviários de Conce e tentativas falhas de conversar com a minha irmã.
Como já estava na hora de sair, nos despedimos da minha sobrinha e fomos caminhando até o Centro para trocar dólares e pegar o ônibus.
Depois de 40 minutos de caminhadas, chegamos ao terminal, fizemos um lanche e embarcamos.
O ônibus demorou um pouco para sair de Conce e acabamos pegando chuva no caminho, mas depois de duas horas e vinte de viagem, chegamos a Cañete.
A tia Gabi nos encontrou na rua (as maravilhas das cidades pequenas) e nos levou para dentro da casa. Tomamos um chá, conversamos um pouco e depois fomos dar uma volta (a pé) pela cidade.
Voltamos pouco depois, encontramos meu tio, conversamos mais, tomamos mais chá (em matéria de chá, o Chile é praticamente a Inglaterra) e fomos ver a novela Complices na TVN.
Depois da novela, fomos jantar, com direito a muito vinho e ponche e fomos dormir como dois anjinhos bêbados.
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