Acordamos às 05:30, tomamos banho, comemos, nos despedimos da minha sobrinha e pegamos o táxi para a rodoviária.
Para nossa surpresa, não havia nenhuma loja da empresa Pullman del Sur, o que nos obrigaria a comprar as passagens para Santiago lá em Villa Alegre.
Ao nosso lado no ônibus veio um grupo de jovens americanos, provavelmente na mesma balada de férias que a gente. Eram quatro meninas (surpreendentemente bonitas) e dois caras, sendo que um deles estava fazendo aniversário, o que rendeu um falatório interminável durante a viagem.
Os americanos desceram na estação de Chillán e nós no trevo de Villa Alegre, de onde tomamos um táxi e encontramos com a minha avó, que nos serviu café da tarde e uma boa conversa.
Logo depois, saímos com a minha avó para comprar as passagens e depois para visitar a igreja histórica, que infelizmente estava fechada.
Mais tarde chegaram meu tio e moça que ajudava a minha avó para se juntar a nós na conversa até a hora de dormir.
Gastos:
Táxi - $ 3000,00
Táxi - $ 2000,00
Passagens - $ 8000,00
Mostrando postagens com marcador Concepción. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Concepción. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, setembro 29, 2006
quinta-feira, setembro 28, 2006
História
Acordamos cedo, tomamos banho e fomos tomar café com meus primos advogados em uma café (ou cafeteria) chamado Quick "alguma coisa", em frente aos Tribunales.
A conversa foi breve, mas gostosa, até que meu tio, também advogado, se juntou a nós e ficamos lembrando dos verões do passado na Casa Grande de Villa Alegre ou na casa do lago.
Nos despedimos e um dos meus primos nos acompanhou até a rua San Martin onde pegamos um ônibus até a cidade vizinha de Talcahuano para visitar o navio Huáscar. Para referência futura, o ônibus era o Base Naval - Puerta Los Leones.
O Huáscar está ancorado em uma base da Marinha chilena e existe uma série de restrições de acesso e fotografia no local. É uma ótima idéia estar com o passaporte na mão para não ter problemas para entrar.
O navio é cheio de história e representa uma das principais vitórias do Chile na Guerra do Pacífico, contra o Peru, em 1879. Na batalha em que o Chile tomou o navio, orgulho da Marinha peruana, o comandante Arturo Prat, um dos maiores heróis militares chilenos e capitão do navio Esmeralda, morreu em combate.

Placa que apresenta o navio para o visitante

Local onde morreu Arturo Prat

Detalhe externo do navio

Reconstituição da sala de máquinas

Armas
Como o horário de visitação havia terminado, tivemos que sair do navio e passear pelas praças ao lado da base naval.
Nesse passeio encontramos um senhor chileno que vivia há 30 anos no Canadá. Depois de alguns minutos de papo e de troca de experiências sobre a vida longe da terra natal, ele se despediu e continuamos tirando fotos dos canhões e dos barcos


Caminhamos um pouco e entramos no Club Náutico que ficava ao lado da base e do navio. Lá dentro, demos de cara com três leões marinhos descansando no pequeno porto. Dois deles tinham feridas no pescoço, provavelmente causadas por encontros violentos com redes de pesca.
Pensamos em fazer algo para ajudá-los, mas acabamos desistindo depois de várias fotos. Afinal de contas, eles ainda eram animais selvagens e nossa inexperiência poderia ser trágica.

Tomamos o ônibus de volta e descemos ao lado da Fuente Alemana, onde almoçamos um sanduíche monstruoso e gostoso.
Ligamos para a minha irmã e decidimos visitá-la na Clinica Francesa onde ela estava com meu sobrinho, fazendo uma avaliação do seu problema de refluxo. Para chegar lá, caminhamos até os Tribunales e tomamos um ônibus em direção a Chiguayante. Pedimos ajuda ao motorista que nos avisou sobre o local para descer.
Descemos do ônibus, caminhamos até a clínica e logo estávamos com minha irmã e meu sobrinho.
Ficamos lá só um pouquinho, o suficiente para comprovar que tudo estava bem, e fomos embora pouco depois da chegada do pai do menino.
Pegamos outro ônibus e voltamos para casa, onde encontramos minha sobrinha e a babá.
Ligamos para a casa do meu tio e falamos com meu primo, que veio nos buscar de imediato.
Ficamos um pouco na casa do meu tio, onde conversamos, comemos, vimos fotos e combinamos as próximas viagens.
Voltamos para casa por volta das 22:30 e fomos dormir já que o dia seguinte começaria muito cedo.
Antes de dormir, ligamos para uma empresa de táxi e combinamos o transporte para a rodoviária no dia seguinte.
Gastos:
Ônibus - $ 740,00
Telefone - $ 300,00
Entradas - $ 2000,00
Ônibus - $ 740,00
Fuente Alemana - $ 5360,00
Gorjeta - $ 500,00
Ônibus - $ 740,00
Ônibus - $ 740,00
A conversa foi breve, mas gostosa, até que meu tio, também advogado, se juntou a nós e ficamos lembrando dos verões do passado na Casa Grande de Villa Alegre ou na casa do lago.
Nos despedimos e um dos meus primos nos acompanhou até a rua San Martin onde pegamos um ônibus até a cidade vizinha de Talcahuano para visitar o navio Huáscar. Para referência futura, o ônibus era o Base Naval - Puerta Los Leones.
O Huáscar está ancorado em uma base da Marinha chilena e existe uma série de restrições de acesso e fotografia no local. É uma ótima idéia estar com o passaporte na mão para não ter problemas para entrar.
O navio é cheio de história e representa uma das principais vitórias do Chile na Guerra do Pacífico, contra o Peru, em 1879. Na batalha em que o Chile tomou o navio, orgulho da Marinha peruana, o comandante Arturo Prat, um dos maiores heróis militares chilenos e capitão do navio Esmeralda, morreu em combate.
Placa que apresenta o navio para o visitante
Local onde morreu Arturo Prat
Detalhe externo do navio
Reconstituição da sala de máquinas
Armas
Como o horário de visitação havia terminado, tivemos que sair do navio e passear pelas praças ao lado da base naval.
Nesse passeio encontramos um senhor chileno que vivia há 30 anos no Canadá. Depois de alguns minutos de papo e de troca de experiências sobre a vida longe da terra natal, ele se despediu e continuamos tirando fotos dos canhões e dos barcos
Caminhamos um pouco e entramos no Club Náutico que ficava ao lado da base e do navio. Lá dentro, demos de cara com três leões marinhos descansando no pequeno porto. Dois deles tinham feridas no pescoço, provavelmente causadas por encontros violentos com redes de pesca.
Pensamos em fazer algo para ajudá-los, mas acabamos desistindo depois de várias fotos. Afinal de contas, eles ainda eram animais selvagens e nossa inexperiência poderia ser trágica.
Tomamos o ônibus de volta e descemos ao lado da Fuente Alemana, onde almoçamos um sanduíche monstruoso e gostoso.
Ligamos para a minha irmã e decidimos visitá-la na Clinica Francesa onde ela estava com meu sobrinho, fazendo uma avaliação do seu problema de refluxo. Para chegar lá, caminhamos até os Tribunales e tomamos um ônibus em direção a Chiguayante. Pedimos ajuda ao motorista que nos avisou sobre o local para descer.
Descemos do ônibus, caminhamos até a clínica e logo estávamos com minha irmã e meu sobrinho.
Ficamos lá só um pouquinho, o suficiente para comprovar que tudo estava bem, e fomos embora pouco depois da chegada do pai do menino.
Pegamos outro ônibus e voltamos para casa, onde encontramos minha sobrinha e a babá.
Ligamos para a casa do meu tio e falamos com meu primo, que veio nos buscar de imediato.
Ficamos um pouco na casa do meu tio, onde conversamos, comemos, vimos fotos e combinamos as próximas viagens.
Voltamos para casa por volta das 22:30 e fomos dormir já que o dia seguinte começaria muito cedo.
Antes de dormir, ligamos para uma empresa de táxi e combinamos o transporte para a rodoviária no dia seguinte.
Gastos:
Ônibus - $ 740,00
Telefone - $ 300,00
Entradas - $ 2000,00
Ônibus - $ 740,00
Fuente Alemana - $ 5360,00
Gorjeta - $ 500,00
Ônibus - $ 740,00
Ônibus - $ 740,00
quarta-feira, setembro 27, 2006
Família em Conce
Acordamos tarde, tomamos banho e café e acompanhamos a minha tia até a casa do lago, para pegar alguns itens de cozinha.
A casa estava bem diferente e mais bonita do que eu me lembrava, mas Lanalhue continuava Lanalhue.
Tiramos algumas fotos e logo voltamos para Cañete, onde almoçamos e pegamos carona com o meu tio para Concepción. Ele tinha que fazer um exame oftalmológico na cidade e aproveitamos a ocasião.
No caminho, paramos em Lota, uma cidadezinha decadente, lar de uma das maiores minas de carvão do mundo, hoje desativada. Atualmente a cidade é conhecida por um grande número de alcoólatras, um dos maiores por metro quadrado do mundo.
Fizemos uma viagem tranquila até Conce e meu tio nos deixou em frente à casa da minha irmã e foi para a sua consulta.
Desembarcamos, deixamos as malas e saímos para comprar a passagem para Villa Alegre.
Na volta, demos uma passada na universidade e dedicamos um tempo especial à Laguna de los Patos, que tinha alguns belos exemplares de cisne de pescoço preto.
Voltamos, acertamos algumas coisas para o dia seguinte e fizemos algumas ligações. Em uma delas combinamos um café da manhã com meus primos advogados.
Com esse acerto, decidimos trocar o horário das passagens (das 09:30 para as 13:45) e saímos novamente.
Pouco depois, ligamos para o meu primo e para meu tio e nos despedimos deles.
Dali a pouco, meu tio apareceu trazendo uma garrafa de vinho de presente.
Agradecemos muito e nos sensibilizamos com o gesto, por isso conversamos e decidimos alterar novamente a passagem e ficar mais um dia na minha terra natal.
Gasto:
Passagem - $ 6000,00
A casa estava bem diferente e mais bonita do que eu me lembrava, mas Lanalhue continuava Lanalhue.
Tiramos algumas fotos e logo voltamos para Cañete, onde almoçamos e pegamos carona com o meu tio para Concepción. Ele tinha que fazer um exame oftalmológico na cidade e aproveitamos a ocasião.
No caminho, paramos em Lota, uma cidadezinha decadente, lar de uma das maiores minas de carvão do mundo, hoje desativada. Atualmente a cidade é conhecida por um grande número de alcoólatras, um dos maiores por metro quadrado do mundo.
Fizemos uma viagem tranquila até Conce e meu tio nos deixou em frente à casa da minha irmã e foi para a sua consulta.
Desembarcamos, deixamos as malas e saímos para comprar a passagem para Villa Alegre.
Na volta, demos uma passada na universidade e dedicamos um tempo especial à Laguna de los Patos, que tinha alguns belos exemplares de cisne de pescoço preto.
Voltamos, acertamos algumas coisas para o dia seguinte e fizemos algumas ligações. Em uma delas combinamos um café da manhã com meus primos advogados.
Com esse acerto, decidimos trocar o horário das passagens (das 09:30 para as 13:45) e saímos novamente.
Pouco depois, ligamos para o meu primo e para meu tio e nos despedimos deles.
Dali a pouco, meu tio apareceu trazendo uma garrafa de vinho de presente.
Agradecemos muito e nos sensibilizamos com o gesto, por isso conversamos e decidimos alterar novamente a passagem e ficar mais um dia na minha terra natal.
Gasto:
Passagem - $ 6000,00
segunda-feira, setembro 25, 2006
Assuntos de família
Acordamos tarde e decidimos ir a Cañete para visitar meus tios. Minha irmã não curtiu muito a ideia por conta de conflitos anteriores, mas eu estava lá para tentar consertar algumas coisas, mesmo que os eventuais erros não fossem meus.
A pequena preparação da viagem passou por alguns e-mails para o Brasil, um café da manhã tomado praticamente em pé, uma pesquisa dos terminais rodoviários de Conce e tentativas falhas de conversar com a minha irmã.
Como já estava na hora de sair, nos despedimos da minha sobrinha e fomos caminhando até o Centro para trocar dólares e pegar o ônibus.
Depois de 40 minutos de caminhadas, chegamos ao terminal, fizemos um lanche e embarcamos.
O ônibus demorou um pouco para sair de Conce e acabamos pegando chuva no caminho, mas depois de duas horas e vinte de viagem, chegamos a Cañete.
A tia Gabi nos encontrou na rua (as maravilhas das cidades pequenas) e nos levou para dentro da casa. Tomamos um chá, conversamos um pouco e depois fomos dar uma volta (a pé) pela cidade.
Voltamos pouco depois, encontramos meu tio, conversamos mais, tomamos mais chá (em matéria de chá, o Chile é praticamente a Inglaterra) e fomos ver a novela Complices na TVN.
Depois da novela, fomos jantar, com direito a muito vinho e ponche e fomos dormir como dois anjinhos bêbados.
A pequena preparação da viagem passou por alguns e-mails para o Brasil, um café da manhã tomado praticamente em pé, uma pesquisa dos terminais rodoviários de Conce e tentativas falhas de conversar com a minha irmã.
Como já estava na hora de sair, nos despedimos da minha sobrinha e fomos caminhando até o Centro para trocar dólares e pegar o ônibus.
Depois de 40 minutos de caminhadas, chegamos ao terminal, fizemos um lanche e embarcamos.
O ônibus demorou um pouco para sair de Conce e acabamos pegando chuva no caminho, mas depois de duas horas e vinte de viagem, chegamos a Cañete.
A tia Gabi nos encontrou na rua (as maravilhas das cidades pequenas) e nos levou para dentro da casa. Tomamos um chá, conversamos um pouco e depois fomos dar uma volta (a pé) pela cidade.
Voltamos pouco depois, encontramos meu tio, conversamos mais, tomamos mais chá (em matéria de chá, o Chile é praticamente a Inglaterra) e fomos ver a novela Complices na TVN.
Depois da novela, fomos jantar, com direito a muito vinho e ponche e fomos dormir como dois anjinhos bêbados.
sábado, setembro 23, 2006
Indo para o frio
Meu primo ficou de nos pegar às 09:30, o que nos fez acordar bem cedo para preparar as crianças e as nossas próprias coisas, mas parece que ocorreu um pequeno problema de comunicação e ele chegou somente às 11:00.
Mesmo que já tivéssemos tomado café da manhã, demoramos um pouco para sair, passamos para pegar meu outro primo e (mais importante) seus equipamentos de esqui e finalmente pegamos a estrada.
Não demorou muito e paramos novamente já que havia que abastecer os carros.
Meu primo havia me emprestado o carro da esposa dele e como era do mesmo modelo do nosso, me senti literalmente em casa.
Colocamos todas as crianças para fazer xixi, compramos uns sorvetes e voltamos para o caminho de Chillán, a Rodovia do Itata, um caminho novo e bem confortável.
Não foi lá muito difícil chegar até Chillán, mas o mesmo não pode ser dito do nosso trajeto até o shopping. Nos perdemos muito até conseguirmos chegar lá e acabamos entrando pela parte que o shopping dividia com o mercado, o que nos colocou à mercê dos "promotores de vendas" dos restaurantes.
Como a esposa do meu primo não era muito fã dessas comidas mais "autênticas", escapamos rapidamente pelos corredores e logo chegamos ao setor das lojas.
Chegar à praça de alimentação foi fácil e logo depois começou outra peregrinação: decidir o que cada um ia comer.
A prudência nos fez cuidar dos nossos próprios narizes e não demorou muito até que estivéssemos nos perdendo novamente pelas ruas de Chillán.
Felizmente encontramos o caminho para a montanha e seguimos animados em busca da neve nas Termas.

A neve lá longe,...

...um pouco mais perto...

...e bem pertinho mesmo.
Chegamos às Termas por volta das cinco da tarde e começamos a nossa peregrinação para alugar roupas e equipamentos de esqui para todos, inclusive para as crianças.
A idéia era fazer isso antes de ir dormir, pois no dia seguinte sairíamos cedo para a estação.
Depois de várias subidas e descidas no morro, finalmente augamos o equipamento. Isto é, quase todo, por que ainda tivemos que apelas para umas barraquinhas de beira de estrada (em frente ao Albergue da Juventude) para comprar luvas para quase todo mundo.
Apesar do vai e vem, acabou sendo divertido.
O lugar onde ficaríamos se chamava Ruca Piren e fornece descontos aos funcionários da siderúrgica Huachipato, caso do meu tio. Além desse benefício, esse meu tio ainda é amigo do dono do lugar, o que nos trouxe um muito bem vindo desconto de 50% na diária.
Cada quarto, com capacidade para 6 ou 7 camas ficou em $ 15.000,00.
Depois de devidamente acomodados, fomos matar a fome na pizzaria Chilin, que ficava um pouco abaixo da pousada, na mesma estrada. Pegamos duas mesas redondas no fundo do lugar e tomamos um bom vinho e comemos um pizza honesta, mas bem longe do meu sonho de consumo.
Saciados, enfrentamos o frio e voltamos para o hotel, para descansar a carcaça e preparar a mente para o festival de tombos do dia seguinte.

A pizzaria salvadora
Gastos:
Pão: $ 390,00
Gasolina: $ 25000,00
Banheiro: $ 100,00
Roupas de esqui: $ 14500,00
Pizza: $ 10000,00
Luvas: $ 7500,00
Bebidas: $ 1500,00
Tickets: $ 20000,00
Casa: $ 10000,00
Águas: $ 1400,00
Posto: $ 990,00
Telefones: $ 200,00
Passagens: $ 5000,00
Lanches: $ 2200,00
Mesmo que já tivéssemos tomado café da manhã, demoramos um pouco para sair, passamos para pegar meu outro primo e (mais importante) seus equipamentos de esqui e finalmente pegamos a estrada.
Não demorou muito e paramos novamente já que havia que abastecer os carros.
Meu primo havia me emprestado o carro da esposa dele e como era do mesmo modelo do nosso, me senti literalmente em casa.
Colocamos todas as crianças para fazer xixi, compramos uns sorvetes e voltamos para o caminho de Chillán, a Rodovia do Itata, um caminho novo e bem confortável.
Não foi lá muito difícil chegar até Chillán, mas o mesmo não pode ser dito do nosso trajeto até o shopping. Nos perdemos muito até conseguirmos chegar lá e acabamos entrando pela parte que o shopping dividia com o mercado, o que nos colocou à mercê dos "promotores de vendas" dos restaurantes.
Como a esposa do meu primo não era muito fã dessas comidas mais "autênticas", escapamos rapidamente pelos corredores e logo chegamos ao setor das lojas.
Chegar à praça de alimentação foi fácil e logo depois começou outra peregrinação: decidir o que cada um ia comer.
A prudência nos fez cuidar dos nossos próprios narizes e não demorou muito até que estivéssemos nos perdendo novamente pelas ruas de Chillán.
Felizmente encontramos o caminho para a montanha e seguimos animados em busca da neve nas Termas.
A neve lá longe,...
...um pouco mais perto...
...e bem pertinho mesmo.
Chegamos às Termas por volta das cinco da tarde e começamos a nossa peregrinação para alugar roupas e equipamentos de esqui para todos, inclusive para as crianças.
A idéia era fazer isso antes de ir dormir, pois no dia seguinte sairíamos cedo para a estação.
Depois de várias subidas e descidas no morro, finalmente augamos o equipamento. Isto é, quase todo, por que ainda tivemos que apelas para umas barraquinhas de beira de estrada (em frente ao Albergue da Juventude) para comprar luvas para quase todo mundo.
Apesar do vai e vem, acabou sendo divertido.
O lugar onde ficaríamos se chamava Ruca Piren e fornece descontos aos funcionários da siderúrgica Huachipato, caso do meu tio. Além desse benefício, esse meu tio ainda é amigo do dono do lugar, o que nos trouxe um muito bem vindo desconto de 50% na diária.
Cada quarto, com capacidade para 6 ou 7 camas ficou em $ 15.000,00.
Depois de devidamente acomodados, fomos matar a fome na pizzaria Chilin, que ficava um pouco abaixo da pousada, na mesma estrada. Pegamos duas mesas redondas no fundo do lugar e tomamos um bom vinho e comemos um pizza honesta, mas bem longe do meu sonho de consumo.
Saciados, enfrentamos o frio e voltamos para o hotel, para descansar a carcaça e preparar a mente para o festival de tombos do dia seguinte.
A pizzaria salvadora
Gastos:
Pão: $ 390,00
Gasolina: $ 25000,00
Banheiro: $ 100,00
Roupas de esqui: $ 14500,00
Pizza: $ 10000,00
Luvas: $ 7500,00
Bebidas: $ 1500,00
Tickets: $ 20000,00
Casa: $ 10000,00
Águas: $ 1400,00
Posto: $ 990,00
Telefones: $ 200,00
Passagens: $ 5000,00
Lanches: $ 2200,00
sexta-feira, setembro 22, 2006
Dia do nada
Para começar outro dia em Conce, duas observações:
- o som do momento no Chile é o reggaetón de Daddy Yankee, Vico C e outros; tudo me parece muito parecido a um "rap hispânico";
- o país vive várias ocorrências de greves e enfrentamentos de funcionários da saúde e de professores, uma coisa bem próxima dos protestos com queima de ônibus que costumam acontecer no Rio.
Acordamos tarde e tínhamos planejado ir até Talcahuano para ver o Huáscar, mas minha irmã me disse que infelizmente não poderia ir por conta de problemas de trabalho.
Por conta disso, assumimos que nada aconteceria naquele dia e resolvemos não brigar com o mundo por conta disso.
Almoçamos o macarrão de panela de pressão da Minha Mineira (sem carne no molho) e ficamos a tarde inteira vendo o concurso de Miss Italia na TV.
Ficamos em casa até o final da tarde quando saímos em direção à Ripley e aos seus balcões de ofertas.
Depois de muito pesquisar e experimentar, a Minha Mineira comprou um conjuntinho de veludo, que obviamente não poderia ser trocado em caso de problemas.
Felizmente nada aconteceu e ela saiu feliz com a nova aquisição.
Voltamos à Trigales onde tomamos un café e ficamos um bom tempo conversando.
Quando chegamos em casa, minha irmã nos informou que nossa ida para Termas de Chillán estava confirmada para a manhã seguinte, o que nos deixou bastante saitisfeitos.
Voltar a esquiar seria uma ótima forma de compensar aquele dia inteiro sem atividades.
Para embalar o sono, uma sopinha Maggi e pouca conversa.
Finalizando o registro do dia, mais uma observação importante:
- descobrimos que a presença massiva de bandeiras nas casas possui um componente de "incentivo" por parte do governo: uma lei que rende uma multa a quem não exibir o estandarte em frente de casa.
Desse jeito, até no Brasil, que só mostra seu patriotismo em época de Copa do Mundo, a coisa funciona.
Gastos:
Compras: $ 3580,00
Café: $ 1320,00
- o som do momento no Chile é o reggaetón de Daddy Yankee, Vico C e outros; tudo me parece muito parecido a um "rap hispânico";
- o país vive várias ocorrências de greves e enfrentamentos de funcionários da saúde e de professores, uma coisa bem próxima dos protestos com queima de ônibus que costumam acontecer no Rio.
Acordamos tarde e tínhamos planejado ir até Talcahuano para ver o Huáscar, mas minha irmã me disse que infelizmente não poderia ir por conta de problemas de trabalho.
Por conta disso, assumimos que nada aconteceria naquele dia e resolvemos não brigar com o mundo por conta disso.
Almoçamos o macarrão de panela de pressão da Minha Mineira (sem carne no molho) e ficamos a tarde inteira vendo o concurso de Miss Italia na TV.
Ficamos em casa até o final da tarde quando saímos em direção à Ripley e aos seus balcões de ofertas.
Depois de muito pesquisar e experimentar, a Minha Mineira comprou um conjuntinho de veludo, que obviamente não poderia ser trocado em caso de problemas.
Felizmente nada aconteceu e ela saiu feliz com a nova aquisição.
Voltamos à Trigales onde tomamos un café e ficamos um bom tempo conversando.
Quando chegamos em casa, minha irmã nos informou que nossa ida para Termas de Chillán estava confirmada para a manhã seguinte, o que nos deixou bastante saitisfeitos.
Voltar a esquiar seria uma ótima forma de compensar aquele dia inteiro sem atividades.
Para embalar o sono, uma sopinha Maggi e pouca conversa.
Finalizando o registro do dia, mais uma observação importante:
- descobrimos que a presença massiva de bandeiras nas casas possui um componente de "incentivo" por parte do governo: uma lei que rende uma multa a quem não exibir o estandarte em frente de casa.
Desse jeito, até no Brasil, que só mostra seu patriotismo em época de Copa do Mundo, a coisa funciona.
Gastos:
Compras: $ 3580,00
Café: $ 1320,00
quinta-feira, setembro 21, 2006
Compras
Mais uma manhã preguiçosa, como devem ser as manhãs durante as férias.
Só saímos de casa depois da uma da tarde e fomos encontrar a minha irmã em frente ao Almacenes Paris da Barros Arana.
Aliás, por falar nisso, notei que ao contrário do que acontece no Brasil, aqui no Chile ainda perdura com muita força o conceito de grandes lojas de departamentos, ao estilo do saudoso Mappin, que eu adorava visitar para me perder no andar dos brinquedos.
Além da Paris, existem a Falabella e a Ripley, todas com fachadas bem coloridas, muita variedade de produtos e muita bagunça, principalmente durante as liquidações.
Comparando todas as propostas, fiquei com a impressão de que a Ripley é a mais popular delas e a Falabella a mais sofisticada.
Uma semelhança entre todas é a segurança ostensiva, opressiva e militarizada, onde os seguranças te seguem aos provadores, não param de falar nos walkie-talkies, te olham com cara de poucos amigos e fazem questão de ser antipáticos, principalmente quando questionados sobre alguma orientação na loja.
Notei o mesmo com os seguranças dos supermercados.
Parece que vestir um uniforme faz mesmo diferença neste país.
Mesmo que nosso ponto de encontro fosse a Paris, acabamos fazendo compras na Ripley, o único lugar onde encontramos a calça que minha sobrinha tanto queria.
De lá caminhamos na direção do Bairro Universitário e almoçamos em uma lanchonete de kebab chamada Waya´s Gyros, que fica na Plaza Peru. Como tenho um certo receio daquele amontoado de carne servido aqui no centro de Sampa, fiquei com dúvidas se deveria encarar o quitute, mas minha irmã me convenceu e partimos para cima da comida.

A casa do kebab
Voltamos para casa, terminamos de ver o filme e saímos logo depois com a intenção de conhecer o Mercado Central, um lugar onde meu pai deve ter passado horas e horas durante seus tempos de faculdade.
Como vínhamos com a imagem do mercado de Santiago na cabeça, entrar no de Conce foi bastante decepcionante. O lugar parecia meio abandonado e estava bastante mal cuidado, com pouca iluminação e muito poucos atrativos para o público.
Fiquei pensando em como meu pai ficaria triste em vê-lo desse jeito.
Como já estávamos lá, aproveitamos as lojinhas populares da parte externa e compramos alguns presentinhos para as filhas dos amigos.
Do mercado caminhamos até a Catedral e fizemos os tradicionais três pedidos ao entrar nela pela primeira vez.
A Catedral fica na Plaza Independencia e como estávamos com fome, pegamos a Calle Caupolicán e fomos tomar café e comer empanadas no Café Trigales, que serve também doces argentinos (que levamos para casa) e é bastante agradável, apesar do excesso de fumaça de cigarro.

O Trigales
Caminhamos de volta para casa e fomos decidindo o que teríamos para o jantar.
Era necessário fazer isso logo para que pudéssemos ir ao supermercado e comprar as coisas.
Terminamos a noite comendo queijos, tomando vinhos e conversando sobre o passado no Brasil. Apesar do cansaço, foi um belo dia em família.
Gastos:
Presentes: $ 5000,00
Café: $ 4600,00
Supermercado: $ 13391,00
Só saímos de casa depois da uma da tarde e fomos encontrar a minha irmã em frente ao Almacenes Paris da Barros Arana.
Aliás, por falar nisso, notei que ao contrário do que acontece no Brasil, aqui no Chile ainda perdura com muita força o conceito de grandes lojas de departamentos, ao estilo do saudoso Mappin, que eu adorava visitar para me perder no andar dos brinquedos.
Além da Paris, existem a Falabella e a Ripley, todas com fachadas bem coloridas, muita variedade de produtos e muita bagunça, principalmente durante as liquidações.
Comparando todas as propostas, fiquei com a impressão de que a Ripley é a mais popular delas e a Falabella a mais sofisticada.
Uma semelhança entre todas é a segurança ostensiva, opressiva e militarizada, onde os seguranças te seguem aos provadores, não param de falar nos walkie-talkies, te olham com cara de poucos amigos e fazem questão de ser antipáticos, principalmente quando questionados sobre alguma orientação na loja.
Notei o mesmo com os seguranças dos supermercados.
Parece que vestir um uniforme faz mesmo diferença neste país.
Mesmo que nosso ponto de encontro fosse a Paris, acabamos fazendo compras na Ripley, o único lugar onde encontramos a calça que minha sobrinha tanto queria.
De lá caminhamos na direção do Bairro Universitário e almoçamos em uma lanchonete de kebab chamada Waya´s Gyros, que fica na Plaza Peru. Como tenho um certo receio daquele amontoado de carne servido aqui no centro de Sampa, fiquei com dúvidas se deveria encarar o quitute, mas minha irmã me convenceu e partimos para cima da comida.
A casa do kebab
Voltamos para casa, terminamos de ver o filme e saímos logo depois com a intenção de conhecer o Mercado Central, um lugar onde meu pai deve ter passado horas e horas durante seus tempos de faculdade.
Como vínhamos com a imagem do mercado de Santiago na cabeça, entrar no de Conce foi bastante decepcionante. O lugar parecia meio abandonado e estava bastante mal cuidado, com pouca iluminação e muito poucos atrativos para o público.
Fiquei pensando em como meu pai ficaria triste em vê-lo desse jeito.
Como já estávamos lá, aproveitamos as lojinhas populares da parte externa e compramos alguns presentinhos para as filhas dos amigos.
Do mercado caminhamos até a Catedral e fizemos os tradicionais três pedidos ao entrar nela pela primeira vez.
A Catedral fica na Plaza Independencia e como estávamos com fome, pegamos a Calle Caupolicán e fomos tomar café e comer empanadas no Café Trigales, que serve também doces argentinos (que levamos para casa) e é bastante agradável, apesar do excesso de fumaça de cigarro.
O Trigales
Caminhamos de volta para casa e fomos decidindo o que teríamos para o jantar.
Era necessário fazer isso logo para que pudéssemos ir ao supermercado e comprar as coisas.
Terminamos a noite comendo queijos, tomando vinhos e conversando sobre o passado no Brasil. Apesar do cansaço, foi um belo dia em família.
Gastos:
Presentes: $ 5000,00
Café: $ 4600,00
Supermercado: $ 13391,00
quarta-feira, setembro 20, 2006
Dolce far niente
Nada de útil para ser feito resultou em tempo demais na cama.
Ou melhor, nada de útil que quiséssemos fazer. Nem mesmo a necessidade de trocar dólares nos fez sair do ninho antes do meio dia.
O máximo que fizemos foi acompanhar o canal El Gourmet e babar com aquelas delícias.
Quando finalmente saímos de casa, o almoço estava começando a ser preparado, o que nos indicada que deveríamos ser breves.
Fomos caminhando até a Galeria Internacional, em frente à Plaza Independencia, consultamos algumas das casas de câmbio e nos decidimos pela que nos parecia mais idônea.
As cotações eram todas muito parecidas, por isso não quisemos falar com todas as moças por trás dos vidros de segurança.
Devidamente endinheirados, paramos para algumas fotinhos em frente aos tribunais e corremos para pegar o almoço.

Los Tribunales

O libertador, Bernardo O´Higgins, em frente aos tribunais
Mal deu tempo de escovar os dentes e já estávamos novamente na rua, desta vez para percorrer a Barros Arana em busca de calças para a minha sobrinha pré-adolescente, o que por si só já significava que teríamos uma infinidade de lojas para visitar e de peças para experimentar.
A Minha Mineira aproveitou a oportunidade e também adquiriu algumas pecinhas que estavam em liquidação.
Feitas as compras, acompanhamos minha irmã até o médico e depois recompensamos nossos estômagos comendo deliciosos completos (um cachorro-quente cheio de deliciosos acompanhamentos) na tradicional Fuente Alemana que, apesar das reclamações do povo de Santiago que a acusa de cópia, vive cheia de gente querendo matar a fome e a sede.
A última parada antes da volta ao lar foi o supermercado onde fomos comprar ingredientes para o almoço do dia seguinte: resolvemos fazer ceviche com um salmão processado que a minha irmã tinha na geladeira e mal sabíamos a roubada e que nos meteríamos.
Pausa para uma análise sobre um comentário feito pela Martha Medeiros no livro "Santiago do Chile": ao contrário do que ela fez questão de registrar, o povo chileno, ou ao menos a ala jovem, é mal cuidado e feio, bem diferente da aura de elegância que ela mencionou.
As mulheres de Conce não se preocupam com a manicure e estão com os cabelos constantemente mal arrumados,.
Pode ser uma questão geográfica, já que ela se baseou na capital, mas acho interessante registrar esta visão divergente. Quanto mais informação, melhor.
Além da parte física, existe o comportamento em sociedade: as pessoas se atropelam nas ruas, andam coladas umas às outras e atravessam a sua frente sem nenhum aviso. Fiquei com saudade da cordialidade brazuca.
Uma palavra para a sensação de andar nas ruas de Conce: incômodo.
Voltando à rotina na casa da minha irmã, alugamos e assistimos a quase todo o filme "E se fosse verdade" com a Reese Whiterspoon.
Paramos por que já era tarde e minha sobrinha precisava dormir para ir à escola na manhã seguinte.
Mas antes de dormir, assistimos a uma homenagem ao Steve Irwin, o caçador de crocodilos, no Animal Planet.
O cara havia morrido pouco tempo antes, vítima de uma arraia marinha, e as imagens e depoimentos foram bastante emocionantes.
Fomos dormir com o espírito tranquilo e com os olhos lavados.
Ou melhor, nada de útil que quiséssemos fazer. Nem mesmo a necessidade de trocar dólares nos fez sair do ninho antes do meio dia.
O máximo que fizemos foi acompanhar o canal El Gourmet e babar com aquelas delícias.
Quando finalmente saímos de casa, o almoço estava começando a ser preparado, o que nos indicada que deveríamos ser breves.
Fomos caminhando até a Galeria Internacional, em frente à Plaza Independencia, consultamos algumas das casas de câmbio e nos decidimos pela que nos parecia mais idônea.
As cotações eram todas muito parecidas, por isso não quisemos falar com todas as moças por trás dos vidros de segurança.
Devidamente endinheirados, paramos para algumas fotinhos em frente aos tribunais e corremos para pegar o almoço.
Los Tribunales
O libertador, Bernardo O´Higgins, em frente aos tribunais
Mal deu tempo de escovar os dentes e já estávamos novamente na rua, desta vez para percorrer a Barros Arana em busca de calças para a minha sobrinha pré-adolescente, o que por si só já significava que teríamos uma infinidade de lojas para visitar e de peças para experimentar.
A Minha Mineira aproveitou a oportunidade e também adquiriu algumas pecinhas que estavam em liquidação.
Feitas as compras, acompanhamos minha irmã até o médico e depois recompensamos nossos estômagos comendo deliciosos completos (um cachorro-quente cheio de deliciosos acompanhamentos) na tradicional Fuente Alemana que, apesar das reclamações do povo de Santiago que a acusa de cópia, vive cheia de gente querendo matar a fome e a sede.
A última parada antes da volta ao lar foi o supermercado onde fomos comprar ingredientes para o almoço do dia seguinte: resolvemos fazer ceviche com um salmão processado que a minha irmã tinha na geladeira e mal sabíamos a roubada e que nos meteríamos.
Pausa para uma análise sobre um comentário feito pela Martha Medeiros no livro "Santiago do Chile": ao contrário do que ela fez questão de registrar, o povo chileno, ou ao menos a ala jovem, é mal cuidado e feio, bem diferente da aura de elegância que ela mencionou.
As mulheres de Conce não se preocupam com a manicure e estão com os cabelos constantemente mal arrumados,.
Pode ser uma questão geográfica, já que ela se baseou na capital, mas acho interessante registrar esta visão divergente. Quanto mais informação, melhor.
Além da parte física, existe o comportamento em sociedade: as pessoas se atropelam nas ruas, andam coladas umas às outras e atravessam a sua frente sem nenhum aviso. Fiquei com saudade da cordialidade brazuca.
Uma palavra para a sensação de andar nas ruas de Conce: incômodo.
Voltando à rotina na casa da minha irmã, alugamos e assistimos a quase todo o filme "E se fosse verdade" com a Reese Whiterspoon.
Paramos por que já era tarde e minha sobrinha precisava dormir para ir à escola na manhã seguinte.
Mas antes de dormir, assistimos a uma homenagem ao Steve Irwin, o caçador de crocodilos, no Animal Planet.
O cara havia morrido pouco tempo antes, vítima de uma arraia marinha, e as imagens e depoimentos foram bastante emocionantes.
Fomos dormir com o espírito tranquilo e com os olhos lavados.
segunda-feira, setembro 18, 2006
Fiesta pátria
Sempre achei que o dia 18 de setembro era o dia da Independência, mas precisei estar no Chile nesse dia para descobrir que estive enganado durante toda a minha vida.
O que aconteceu nessa data foi a designação da primeira junta de governo em 1810, passo fundamental para a libertação final dos espanhóis, daí o nome do feriado ser Fiestas Pátrias e não Independencia.
A proclamação da Independência por Bernardo O´Higgins aconteceu em 12 de fevereiro de 1818.
Vivendo e aprendendo.
Também precisei estar por aqui durante as celebrações patrióticas para perceber que o Chile parece possuir dois mundos bastante diferenciados: o de Santiago (que se parece um pouco com o de muitas grandes cidades pelo mundo) e o do resto do país, seja interior, montanha ou litoral.
Esse "resto" parece tão interiorano (até mesmo nas cidades maiores) que a adaptação de qualquer estrangeiro ou forasteiro é bem mais difícil.
Só Santiago tem metrô e mesmo nas coisas banais como comprar pão ou usar o transporte público, as dificuldades fora da capital são maiores.
Depois de tantas descobertas essenciais para a minha vida, acho melhor contar que acordamos relativamente tarde e fomos dar um passeio pelos parques da cidade.
Começamos pelo Parque Ecuador que ficava ali pertinho do bairro universitário e curtimos bastante o movimento e as apresentações musicais ao ar livre na fonda oficial da cidade, uma espécie de mega-barraca com música, dança e comida.
O povo curtia bastante as celebrações e aproveitava para comer e beber tudo aquilo que eu imagino que não seja tão acessível durante a correria do dia a dia.

O Parque Ecuador e a festança
De lá, caminhamos pelo Centro e passamos pela bela Plaza Independencia, onde fica a Catedral Metropolitana e onde circula uma boa quantidade de gente todos os dias.
A Barros Arana, provavelmente a principal rua da cidade, passa em um dos lados da praça e isso aumenta a sua importância.

A Plaza Independencia

A Catedral Metropolitana

Mais Plaza Independencia
Estava ventando gelado e ficamos com fome, por isso resolvemos caminhar só um pouco e ir almoçar no Rincón Marino.
Infelizmente, apesar da comida gostosa, novamente o serviço deixou a desejar o que nos levou a pensar que isso seria uma rotina durante a viagem.

El Rincón Marino de Concepción
Já com a fome mortinha da silva, voltamos para a Plaza Independencia e compramos sorvetes de chirimoya, que é uma fruta parente da fruta-do-conde, não muito saborosa fresca, mas que funciona muito bem em sorvetes e geléias. Delícia!
Meu tio, irmão do meio do meu pai, chegou pouco depois de voltarmos para casa.
Ele não quis gastar muito tempo conversando e já nos colocou dentro do carro para passear pela cidade.
Minha sobrinha veio conosco, mas minha irmã e o pequerrucho preferiram descansar.
A primeira parada do tour foi a cidade de Chiguayante, uma antiga cidade dormitório para estudantes, hoje uma razoavelmente elegante área residencial.
Algumas fotos na praça principal e novamente no carro rumo à universidade, provavelmente o maior cartão postal de Concepción.
Eu já havia estado naquela universidade inúmeras vezes e até a Minha Mineira já a conhecia, mas confesso que não reclamei em ter que vê-la novamente.
Cresci ouvindo histórias dos meus pais naqueles prédios. Estudos, jogos, debates políticos, namoros, festas e bebedeiras. Tudo isso fez parte da história deles durante a etapa mas gostosa da vida e, por consequência e herança, também faz parte da minha.

Universidad de Concepción
Apesar de estarmos meio cansados com o movimento do dia, não tivemos oportundade de deitar já que meu tio nos levou direto para a casa dele.
Pouco depois meu primo foi buscar a minha irmã e meu sobrinho e ficamos todos ali, comendo, bebendo, rindo e compartilhando histórias do passado e do futuro.
Coisas de uma rotina familiar que eu nunca vivi por ter ido viver longe deles tantos anos antes.
Gostei muito da experiência.
O que aconteceu nessa data foi a designação da primeira junta de governo em 1810, passo fundamental para a libertação final dos espanhóis, daí o nome do feriado ser Fiestas Pátrias e não Independencia.
A proclamação da Independência por Bernardo O´Higgins aconteceu em 12 de fevereiro de 1818.
Vivendo e aprendendo.
Também precisei estar por aqui durante as celebrações patrióticas para perceber que o Chile parece possuir dois mundos bastante diferenciados: o de Santiago (que se parece um pouco com o de muitas grandes cidades pelo mundo) e o do resto do país, seja interior, montanha ou litoral.
Esse "resto" parece tão interiorano (até mesmo nas cidades maiores) que a adaptação de qualquer estrangeiro ou forasteiro é bem mais difícil.
Só Santiago tem metrô e mesmo nas coisas banais como comprar pão ou usar o transporte público, as dificuldades fora da capital são maiores.
Depois de tantas descobertas essenciais para a minha vida, acho melhor contar que acordamos relativamente tarde e fomos dar um passeio pelos parques da cidade.
Começamos pelo Parque Ecuador que ficava ali pertinho do bairro universitário e curtimos bastante o movimento e as apresentações musicais ao ar livre na fonda oficial da cidade, uma espécie de mega-barraca com música, dança e comida.
O povo curtia bastante as celebrações e aproveitava para comer e beber tudo aquilo que eu imagino que não seja tão acessível durante a correria do dia a dia.
O Parque Ecuador e a festança
De lá, caminhamos pelo Centro e passamos pela bela Plaza Independencia, onde fica a Catedral Metropolitana e onde circula uma boa quantidade de gente todos os dias.
A Barros Arana, provavelmente a principal rua da cidade, passa em um dos lados da praça e isso aumenta a sua importância.
A Plaza Independencia
A Catedral Metropolitana
Mais Plaza Independencia
Estava ventando gelado e ficamos com fome, por isso resolvemos caminhar só um pouco e ir almoçar no Rincón Marino.
Infelizmente, apesar da comida gostosa, novamente o serviço deixou a desejar o que nos levou a pensar que isso seria uma rotina durante a viagem.
El Rincón Marino de Concepción
Já com a fome mortinha da silva, voltamos para a Plaza Independencia e compramos sorvetes de chirimoya, que é uma fruta parente da fruta-do-conde, não muito saborosa fresca, mas que funciona muito bem em sorvetes e geléias. Delícia!
Meu tio, irmão do meio do meu pai, chegou pouco depois de voltarmos para casa.
Ele não quis gastar muito tempo conversando e já nos colocou dentro do carro para passear pela cidade.
Minha sobrinha veio conosco, mas minha irmã e o pequerrucho preferiram descansar.
A primeira parada do tour foi a cidade de Chiguayante, uma antiga cidade dormitório para estudantes, hoje uma razoavelmente elegante área residencial.
Algumas fotos na praça principal e novamente no carro rumo à universidade, provavelmente o maior cartão postal de Concepción.
Eu já havia estado naquela universidade inúmeras vezes e até a Minha Mineira já a conhecia, mas confesso que não reclamei em ter que vê-la novamente.
Cresci ouvindo histórias dos meus pais naqueles prédios. Estudos, jogos, debates políticos, namoros, festas e bebedeiras. Tudo isso fez parte da história deles durante a etapa mas gostosa da vida e, por consequência e herança, também faz parte da minha.
Universidad de Concepción
Apesar de estarmos meio cansados com o movimento do dia, não tivemos oportundade de deitar já que meu tio nos levou direto para a casa dele.
Pouco depois meu primo foi buscar a minha irmã e meu sobrinho e ficamos todos ali, comendo, bebendo, rindo e compartilhando histórias do passado e do futuro.
Coisas de uma rotina familiar que eu nunca vivi por ter ido viver longe deles tantos anos antes.
Gostei muito da experiência.
domingo, setembro 17, 2006
Sobrinhos
Mais uma vez nosso dia começou quase no fim da manhã e com um belíssimo café da manhã. A novidade foi meu tio, o irmão mais velho da minha mãe, que havia chegado durante a madrugada.
Fazia tempo que eu não o via, alguns anos para ser mais preciso, mas isso não contou muito para colocarmos o papo em dia.
Para melhorar ainda mais a aproximação, foi ele mesmo que nos levou até a rodoviária de Linares para pegar o ônibus para Conce. Na verdade, ele não foi sozinho: a namorada o acompanhou.
Aliás, depois fiquei sabendo que essa mesma namorada era motivo de reclamações por parte da minha avó: meu tio ficava com ela até altas horas e às vezes nem dormia em casa. Ciúme puro, já que meu tio tem mais de 60 primaveras nas costas, duas ex-mulheres e um neto.
Esperamos um pouco, conversamos mais e logo tomamos o caminho do Sul em um ônibus da empresa Biolinatal.
Paramos brevemente em Parral (terra de Neruda) e Chillán e não deu tempo de fazer muito mais do que tirar água do joelho e esticar os joelhos.
Durante a viagem colocamos em dia nosso conhecimento de cinema de terror com a nova versão de "A profecia" e com a primeira parte de "O grito", que não conseguimos ver inteiro. Achei meio forte para uma tarde chilena e para uma platéia de senhoras e crianças, mas preferi não reclamar para o motorista e correr o risco de ser abandonado na Panamericana.
Desembarcamos na rodoviária ao lado do Estádio Regional, ligamos para a minha irmã e tomamos um táxi para o bairro universitário, a poucos minutos dali.
Quase fiquei paraplégico ao levar as nossas malas escada acima no prédio da minha irmã, mas todo esforço e toda dor foram compensados pela visão dos meus sobrinhos.
Na verdade, a minha sobrinha morou na casa dos meus pais durante vários anos, o que gerou uma ligação forte entre nós, mas o menino havia nascido no Chile poucos meses antes, o que significava que estávamos nos conhecendo naquele momento. E foi muito legal. Não que ele tenha me amado logo de cara, mas não demorou muito até que ele passasse a confiar em mim e me deixasse babando ao distribuir um monte daqueles sorrisos banguelos tão característicos nos "girinos", logo depois que chegam ao nosso mundo.

O "girino" que eu não conhecia
Durante o almoço, conversamos bastante com a minha irmã e o pseudo-namorado (que vem a ser pai do meu sobrinho) e falamos sobre viagens ao Sul (Puerto Montt foi o nome mais citado), viagens a Termas de Chillán com meus tios e outras opções mais distantes e caras. Tudo vai depender dos preços e da disponibilidade nesta semana de Fiestas Pátrias. Provavelmente, nada acontece antes da quarta-feira, primeiro dia útil depois do feriadão.
Toda a conversa aconteceu ao som da Radioactiva (FM 105,5), uma rádio com muitos flashbacks, nenhum comercial e nenhuma locução. Ideal para quem só quer saber de música.
Quase me esqueço de mencionar o cardápio do almojanta: salmão ao forno, arroz e salada "de doente", que é como eu costumo chamar aquelas onde o sal não passa nem perto. Credo!
O final do dia teve outro momento "de colo": o sobrinho recém-apresentado dormiu no meu colo e ficou encostando a penugem da cabeça no meu braço. Quase deu vontade de ter o meu. Quase.
Gastos:
Telefone - $ 100,00
Táxi - $ 3000,00
Fazia tempo que eu não o via, alguns anos para ser mais preciso, mas isso não contou muito para colocarmos o papo em dia.
Para melhorar ainda mais a aproximação, foi ele mesmo que nos levou até a rodoviária de Linares para pegar o ônibus para Conce. Na verdade, ele não foi sozinho: a namorada o acompanhou.
Aliás, depois fiquei sabendo que essa mesma namorada era motivo de reclamações por parte da minha avó: meu tio ficava com ela até altas horas e às vezes nem dormia em casa. Ciúme puro, já que meu tio tem mais de 60 primaveras nas costas, duas ex-mulheres e um neto.
Esperamos um pouco, conversamos mais e logo tomamos o caminho do Sul em um ônibus da empresa Biolinatal.
Paramos brevemente em Parral (terra de Neruda) e Chillán e não deu tempo de fazer muito mais do que tirar água do joelho e esticar os joelhos.
Durante a viagem colocamos em dia nosso conhecimento de cinema de terror com a nova versão de "A profecia" e com a primeira parte de "O grito", que não conseguimos ver inteiro. Achei meio forte para uma tarde chilena e para uma platéia de senhoras e crianças, mas preferi não reclamar para o motorista e correr o risco de ser abandonado na Panamericana.
Desembarcamos na rodoviária ao lado do Estádio Regional, ligamos para a minha irmã e tomamos um táxi para o bairro universitário, a poucos minutos dali.
Quase fiquei paraplégico ao levar as nossas malas escada acima no prédio da minha irmã, mas todo esforço e toda dor foram compensados pela visão dos meus sobrinhos.
Na verdade, a minha sobrinha morou na casa dos meus pais durante vários anos, o que gerou uma ligação forte entre nós, mas o menino havia nascido no Chile poucos meses antes, o que significava que estávamos nos conhecendo naquele momento. E foi muito legal. Não que ele tenha me amado logo de cara, mas não demorou muito até que ele passasse a confiar em mim e me deixasse babando ao distribuir um monte daqueles sorrisos banguelos tão característicos nos "girinos", logo depois que chegam ao nosso mundo.

O "girino" que eu não conhecia
Durante o almoço, conversamos bastante com a minha irmã e o pseudo-namorado (que vem a ser pai do meu sobrinho) e falamos sobre viagens ao Sul (Puerto Montt foi o nome mais citado), viagens a Termas de Chillán com meus tios e outras opções mais distantes e caras. Tudo vai depender dos preços e da disponibilidade nesta semana de Fiestas Pátrias. Provavelmente, nada acontece antes da quarta-feira, primeiro dia útil depois do feriadão.
Toda a conversa aconteceu ao som da Radioactiva (FM 105,5), uma rádio com muitos flashbacks, nenhum comercial e nenhuma locução. Ideal para quem só quer saber de música.
Quase me esqueço de mencionar o cardápio do almojanta: salmão ao forno, arroz e salada "de doente", que é como eu costumo chamar aquelas onde o sal não passa nem perto. Credo!
O final do dia teve outro momento "de colo": o sobrinho recém-apresentado dormiu no meu colo e ficou encostando a penugem da cabeça no meu braço. Quase deu vontade de ter o meu. Quase.
Gastos:
Telefone - $ 100,00
Táxi - $ 3000,00
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