domingo, setembro 17, 2006

Sobrinhos

Mais uma vez nosso dia começou quase no fim da manhã e com um belíssimo café da manhã. A novidade foi meu tio, o irmão mais velho da minha mãe, que havia chegado durante a madrugada.
Fazia tempo que eu não o via, alguns anos para ser mais preciso, mas isso não contou muito para colocarmos o papo em dia.
Para melhorar ainda mais a aproximação, foi ele mesmo que nos levou até a rodoviária de Linares para pegar o ônibus para Conce. Na verdade, ele não foi sozinho: a namorada o acompanhou.
Aliás, depois fiquei sabendo que essa mesma namorada era motivo de reclamações por parte da minha avó: meu tio ficava com ela até altas horas e às vezes nem dormia em casa. Ciúme puro, já que meu tio tem mais de 60 primaveras nas costas, duas ex-mulheres e um neto.

Esperamos um pouco, conversamos mais e logo tomamos o caminho do Sul em um ônibus da empresa Biolinatal.
Paramos brevemente em Parral (terra de Neruda) e Chillán e não deu tempo de fazer muito mais do que tirar água do joelho e esticar os joelhos.
Durante a viagem colocamos em dia nosso conhecimento de cinema de terror com a nova versão de "A profecia" e com a primeira parte de "O grito", que não conseguimos ver inteiro. Achei meio forte para uma tarde chilena e para uma platéia de senhoras e crianças, mas preferi não reclamar para o motorista e correr o risco de ser abandonado na Panamericana.

Desembarcamos na rodoviária ao lado do Estádio Regional, ligamos para a minha irmã e tomamos um táxi para o bairro universitário, a poucos minutos dali.

Quase fiquei paraplégico ao levar as nossas malas escada acima no prédio da minha irmã, mas todo esforço e toda dor foram compensados pela visão dos meus sobrinhos.
Na verdade, a minha sobrinha morou na casa dos meus pais durante vários anos, o que gerou uma ligação forte entre nós, mas o menino havia nascido no Chile poucos meses antes, o que significava que estávamos nos conhecendo naquele momento. E foi muito legal. Não que ele tenha me amado logo de cara, mas não demorou muito até que ele passasse a confiar em mim e me deixasse babando ao distribuir um monte daqueles sorrisos banguelos tão característicos nos "girinos", logo depois que chegam ao nosso mundo.


O "girino" que eu não conhecia


Durante o almoço, conversamos bastante com a minha irmã e o pseudo-namorado (que vem a ser pai do meu sobrinho) e falamos sobre viagens ao Sul (Puerto Montt foi o nome mais citado), viagens a Termas de Chillán com meus tios e outras opções mais distantes e caras. Tudo vai depender dos preços e da disponibilidade nesta semana de Fiestas Pátrias. Provavelmente, nada acontece antes da quarta-feira, primeiro dia útil depois do feriadão.
Toda a conversa aconteceu ao som da Radioactiva (FM 105,5), uma rádio com muitos flashbacks, nenhum comercial e nenhuma locução. Ideal para quem só quer saber de música.

Quase me esqueço de mencionar o cardápio do almojanta: salmão ao forno, arroz e salada "de doente", que é como eu costumo chamar aquelas onde o sal não passa nem perto. Credo!

O final do dia teve outro momento "de colo": o sobrinho recém-apresentado dormiu no meu colo e ficou encostando a penugem da cabeça no meu braço. Quase deu vontade de ter o meu. Quase.

Gastos:
Telefone - $ 100,00
Táxi - $ 3000,00

2 comentários:

Mauricio Parpineli disse...

Opa Amigão !
Agora acho que vai aí do seu lado, hein !!!!!
Abraço.
Mauricio.

E. Weight disse...

Ah, mas pode ter certeza disso, grande Maurício, pode ter certeza disso. (hehe)
Mas não vá rindo antes da hora, por que a sua vez ainda vai chegar. ;-)
Um abraço e bom feriado,
E. Weight